O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu, nesta quinta-feira (20), que a prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra seja mantida, assim como a dos demais réus da Operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
No pedido encaminhado à Justiça, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustentam que ainda estão presentes os motivos que justificariam a prisão preventiva, principalmente para garantir a ordem pública e a aplicação do cumprimento da lei penal. As informações são da CNN Brasil.
Segundo a denúncia, a suposta organização criminosa estaria estruturada em três núcleos: decisória, operacional e financeira. De acordo com a acusação, Deolane faria parte do núcleo financeiro.
No documento apresentado nesta quinta-feira, o Gaeco classifica Deolane como “a principal integrante do núcleo financeiro”. Conforme a acusação, ela teria atuado para esconder e dissimular valores de origem ilícita, utilizando contas bancárias ligadas a ela e às suas empresas, além de converter os recursos em patrimônios de alto valor.
O documento ainda cita que Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, dois dos denunciados, permanecem foragidos. Para o Gaeco, essa situação reforça a necessidade de manter a prisão preventiva como forma de garantir a aplicação da lei penal.