Selton Mello se emocionou ao receber o Kikito de Cristal, prêmio honorário concedido durante a 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, na noite desta quarta-feira (19). Ao subir ao palco, o ator dedicou parte do discurso aos pais, Selva Aretuza Figueiredo Mello e Dalton Mello, que morreram nos últimos dois anos.
“Esse é o primeiro prêmio que eu recebo sem os meus pais estarem na plateia. Quem me conhece, sabe que isso nunca teve um significado tão grande. Eles sempre estiveram perto. Agora eles estão dentro, então é mais poderoso”, afirmou, com a voz embargada.
Durante o discurso, uma imagem dos pais do ator foi exibida no telão. O momento foi acompanhado por aplausos do público presente no festival.
A mãe de Selton, Selva Aretuza Figueiredo Mello, morreu em julho de 2024, aos 83 anos, após conviver com Alzheimer. O pai, Dalton Mello, morreu aos 84 anos em julho deste ano.
Ao falar sobre os dois, Selton relacionou a trajetória da mãe com o próprio significado do cinema. “Minha mãe partiu por causa do Alzheimer, uma doença que leva a memória. É bonito falar sobre memória, porque cinema é guardar memórias”, declarou.
O ator também destacou a ausência recente do pai. “E o meu pai [se foi] há pouquíssimo mais de um mês. Ele certamente estaria aqui hoje”, completou.
Carreira
Irmão do também ator Danton Mello, Selton começou a carreira ainda criança, na década de 1980, e construiu uma trajetória que reúne trabalhos como ator, dublador, diretor e produtor.
Ao longo da carreira, participou de filmes como O Que É Isso, Companheiro? (1997), O Auto da Compadecida (2000), A Nova Onda do Imperador (2000), O Palhaço (2011) e Ainda Estou Aqui (2024).
O Kikito de Cristal é uma homenagem do Festival de Cinema de Gramado a personalidades de destaque do cinema mundial e latino-americano.