O Coletivo4, grupo de teatro baiano com 16 anos de existência, está em cartaz com “Samba Dionísio”, espetáculo musical que atravessa questões urgentes da sociedade brasileira: machismo, feminicídio, intolerância religiosa, violência policial e homofobia. Contada a partir da história de uma comunidade que tenta reerguer seu bloco de samba após uma tragédia, a peça realiza apresentações para o público geral a partir de hoje (20), Galpão Wilson Melo, sede do grupo no Forte do Barbalho, e também conta com sessões nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de agosto, sempre às 19h.
A trama acompanha a Comunidade do Dionísio no momento em que, depois de anos parados, os músicos do samba local conseguem um edital público para renovar instrumentos e voltar aos ensaios. A euforia dura pouco: um incêndio destrói completamente o galpão do grupo e reduz os sonhos coletivos a cinzas. É nesse cenário que se desenrolam os dilemas de Neide e Augusto, amigos de infância que carregam conflitos pessoais atravessados por questões sociais mais amplas.
Ela enfrenta um ex-marido policial que não aceita seu novo relacionamento. Ele esconde da mãe, evangélica fundamentalista, que tem um namorado e se apresenta como drag com o nome de Alessandra Bismarke. No centro dessa teia está o Bar de Régis, ponto de encontro da comunidade comandado por um pai de santo que representa a resistência das periferias diante da ausência do Estado.
Com direção e texto de Fernanda Paquelet, em parceria com Jarbas Oliver, que também assina a cenografia ao lado de Alexandre Moreira, o espetáculo é fruto de oito meses de processo colaborativo que uniu um elenco profissional a estudantes do Projeto VIGA, iniciativa pedagógica do Coletivo4 voltada à formação artística em cenografia, figurino, interpretação, dança, canto e produção teatral.
Os ingressos para as sessões abertas ao público custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e podem ser adquiridos pela Sympla.