Bryan Johnson, empresário americano do setor de tecnologia conhecido pelos investimentos em protocolos de longevidade, afirmou que passou a refletir sobre sua busca pelo rejuvenescimento após ser diagnosticado com uma doença autoimune. Em publicação feita na quarta-feira (29), na rede social X, o multimilionário de 48 anos revelou que a condição faz com que “o estômago devore a si mesmo” e admitiu que começou a questionar os próprios limites. “Tenho refletido sobre o assunto e me pergunto se não fui longe demais com essa história toda de longevidade”, escreveu.
Dias antes, Johnson já havia demonstrado preocupação ao comentar outro de seus projetos. Também pelo X, afirmou ter criado uma versão “recém-nascida” de si mesmo em laboratório, chamada de “baby Bryan”, para testar terapias, cultivar órgãos para transplante e obter células jovens para uso próprio. O empresário, que atualmente dedica sua rotina à otimização de aspectos como sono e fertilidade, contou que nem sempre teve hábitos saudáveis. Segundo ele, na infância consumia frequentemente fast-food e bebidas açucaradas e, anos depois, enfrentou estresse, ganho de peso e depressão, até desenvolver gastrite autoimune e hipotireoidismo. Johnson afirmou que a medicina convencional considera que o tratamento se limita ao controle da doença e disse acreditar que já apresentava sinais precoces da condição, como baixos níveis de ferritina, antes do diagnóstico.
Natural de Utah, nos Estados Unidos, Bryan Johnson acumulou fortuna após vender a empresa Braintree Venmo ao PayPal por US$ 800 milhões, em 2013. Ele também relatou que, aos 21 anos, passou dois anos no Equador como missionário e enfrentou uma série de problemas de saúde, incluindo vômitos constantes, diarreia, perda de peso e erupções na pele. Em entrevista à revista People, afirmou que essa experiência despertou o desejo de construir uma grande fortuna para investir em projetos que pudessem gerar impacto positivo. Depois da venda da empresa, concluiu que seu estilo de vida não evitava problemas recorrentes de saúde e decidiu criar, em 2021, o Projeto Blueprint, ao qual dedica cerca de cinco horas por dia. Segundo ele, seus biomarcadores melhoraram e sua idade biológica diminuiu, embora especialistas apontem que esse campo da ciência ainda seja considerado especulativo.
Ao longo dos últimos anos, Johnson chamou atenção por procedimentos voltados ao combate ao envelhecimento. Em 2023, participou de uma troca de plasma com o filho, Talmage, e o pai, Richard, de 70 anos, experiência que classificou como a primeira troca de plasma multigeracional do mundo, mas que foi abandonada dois meses depois por, segundo ele, não apresentar benefícios. Posteriormente, também realizou um procedimento para substituir o plasma sanguíneo por albumina, afirmando que a técnica ajudaria a remover “poluentes não naturais” do organismo, como microplásticos. Mais recentemente, voltou aos holofotes ao divulgar detalhes sobre exames da namorada, a australiana Kate Tolo, de 28 anos, adepta do biohacking, afirmando que a saúde vaginal dela estaria entre o “top 1%” com base na predominância de uma espécie bacteriana considerada protetora.