Palmeiras perde para o Cerro Porteño por 1 a 0 e deixa liderança do Grupo F na Libertadores

Palmeiras perde para o Cerro Porteño por 1 a 0 e deixa liderança do Grupo F na Libertadores

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 21/05/2026 às 07:17 / Leia em 4 minutos

O Palmeiras perdeu por 1 a 0 para o Cerro Porteño nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, no Allianz Parque, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O gol de Pablo Vegetti, no início do segundo tempo, mudou o peso da noite em São Paulo. O resultado tirou o Verdão da liderança do Grupo F e colocou a equipe de Abel Ferreira em situação mais delicada antes da rodada final.

Cerro controla o risco e castiga no momento certo

O jogo teve um roteiro incômodo para o Palmeiras. A equipe brasileira ficou mais tempo no campo de ataque, mas teve dificuldade para transformar posse em vantagem real. O Cerro Porteño aceitou defender baixo, fechou espaços por dentro e reduziu a profundidade palmeirense, obrigando o time da casa a circular a bola sem encontrar acelerações limpas perto da área.

Na prática, o Palmeiras teve volume, mas pouco controle emocional e pouca clareza na tomada de decisão. O Cerro, por sua vez, foi paciente. Não tentou dividir o protagonismo da partida, mas protegeu bem a própria área e esperou uma transição para ferir o adversário. Esse plano ganhou força logo no começo da etapa final.

Gol de Vegetti expõe falha na transição defensiva

O lance decisivo saiu aos dois minutos do segundo tempo. Fabricio Domínguez participou da jogada pelo lado e Pablo Vegetti apareceu na área para finalizar e abrir o placar. O gol teve impacto direto no desenho da partida, porque deu ao Cerro Porteño ainda mais margem para defender perto da própria área e administrar o ritmo.

Para o Palmeiras, o problema não foi apenas sofrer o gol cedo. A equipe também não conseguiu responder com organização suficiente. A circulação ficou previsível, as jogadas pelos lados não tiveram continuidade e o ataque passou a depender de cruzamentos, rebotes e iniciativas individuais. O Cerro defendeu a vantagem com linhas compactas e boa concentração nos duelos dentro da área.

Palmeiras tem volume, mas pouca criatividade no terço final

O time de Abel Ferreira terminou a partida com mais finalizações, mas esse dado não traduziu domínio ofensivo consistente. O Palmeiras chegou a finalizar sete vezes no alvo, mas esbarrou em uma construção pouco fluida e em escolhas apressadas perto da área. Faltou variar melhor os caminhos, acelerar por dentro e atacar os intervalos entre zagueiros e laterais do Cerro.

A equipe também sentiu dificuldade para recuperar intensidade depois do intervalo. O gol paraguaio aumentou a ansiedade do Allianz Parque e deixou o Palmeiras mais exposto a erros técnicos. As entradas feitas no segundo tempo buscaram dar energia e presença ofensiva, mas não mudaram o padrão da partida. O Verdão empurrou o adversário, sem desmontar a estrutura defensiva paraguaia.

Plano paraguaio neutraliza pontos fortes do Verdão

O Cerro Porteño fez uma partida de baixa exposição e boa leitura competitiva. A equipe não precisou ter a bola por longos períodos para controlar o que mais importava. Ao congestionar o setor central e proteger a área, reduziu o impacto do jogo associativo do Palmeiras e forçou o mandante a atacar em zonas menos perigosas.

Vegetti foi decisivo pelo gol, mas o resultado também passou pelo comportamento coletivo do Cerro. A recomposição foi constante, os laterais receberam cobertura e o meio-campo conseguiu atrasar a progressão palmeirense. Depois da vantagem, o time paraguaio baixou ainda mais o bloco e tratou cada disputa como uma forma de quebrar o ritmo do adversário.

Derrota muda o peso da última rodada

Além de encerrar uma longa invencibilidade palmeirense em casa pela Libertadores, a derrota teve efeito direto na tabela. O Cerro Porteño assumiu a ponta do Grupo F, enquanto o Palmeiras ficou em segundo, com oito pontos. A classificação ainda está ao alcance, mas a equipe chega à rodada final com menos margem e mais pressão.

O resultado deixa uma cobrança clara para o Palmeiras. Não basta ter posse e empurrar o rival para trás. Em jogos de Libertadores contra adversários reativos, a equipe precisa de mais velocidade na construção, melhor ocupação da área e proteção mais eficiente contra contra-ataques. Para o Cerro, a vitória fortalece a campanha e confirma a equipe paraguaia como concorrente direta pela liderança da chave.

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