O Vitória venceu o ABC por 6 a 2, nesta quarta-feira, no Barradão, em Salvador, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. O resultado deixa o Rubro-Negro muito perto da decisão, já que a equipe baiana pode perder por até três gols na volta, na Arena das Dunas, e ainda assim avança.
ABC começou melhor e expôs falhas do Vitória
O placar largo não apaga o início ruim do Vitória. O ABC foi competitivo no primeiro tempo, aproveitou erros de passe e espaços entre defesa e meio-campo do mandante, e abriu o placar com Igor Bahia. O gol deixou o Rubro-Negro desconfortável, com dificuldade para acelerar a circulação e pouca presença na área nos minutos iniciais.
A reação começou quando Erick encontrou espaço pelo lado direito e Renato Kayzer apareceu para empatar. Mesmo assim, o Vitória ainda oscilou defensivamente. Em cobrança de falta desviada, Wallyson recolocou o ABC em vantagem e mostrou que o time potiguar conseguia punir a instabilidade rubro-negra sempre que tinha campo para atacar.
Kayzer muda o jogo e superioridade numérica pesa
O lance que reorganizou a partida veio antes do intervalo. Matheuzinho avançou pelo centro, atacou a área e sofreu pênalti de Edson, que acabou expulso após revisão do VAR. Renato Kayzer cobrou com firmeza, fez seu segundo gol e levou o Vitória para o vestiário em igualdade, mas com um jogador a mais.
A escolha de Jair Ventura por Kayzer como titular teve peso direto no jogo. O centroavante não apenas fez os dois gols do primeiro tempo, como deu referência para o ataque em uma noite na qual o Vitória precisou insistir até transformar volume em controle real. Com o ABC mais baixo e desfalcado, o Rubro-Negro passou a jogar mais perto da área adversária.
Segundo tempo teve domínio rubro-negro
Na volta do intervalo, o Vitória corrigiu a ocupação ofensiva e passou a acelerar pelos lados. Nathan Mendes cruzou para Renê virar logo no início da segunda etapa, em um gol que mudou o ritmo emocional e tático da semifinal. O ABC, que já tinha perdido Edson, ficou obrigado a defender área por longos períodos.
Renê voltou a aparecer pouco depois, desta vez em contra-ataque puxado após escanteio do ABC. O atacante recebeu de Kayzer, tirou a marcação e finalizou com liberdade. O quarto gol reduziu bastante a capacidade de reação do time potiguar, que ainda teve Geilson expulso e passou a atuar com dois jogadores a menos.
Osvaldo amplia vantagem e transforma vitória em goleada
Com mais espaços e controle territorial, o Vitória administrou a posse sem perder agressividade. Osvaldo saiu do banco para dar o golpe final. Primeiro marcou de bicicleta, em lance de boa leitura dentro da área. Depois, converteu pênalti e fechou o placar em 6 a 2.
O banco de Jair Ventura ajudou a manter intensidade quando o ABC já não conseguia encurtar a marcação. A entrada de Osvaldo deu profundidade e presença na área, enquanto a vantagem numérica permitiu ao Vitória atacar com mais jogadores sem se expor tanto às transições.
Vantagem é grande, mas volta ainda exige controle
O placar coloca o Vitória em posição confortável para o jogo de volta, marcado para a Arena das Dunas. O time baiano pode perder por até três gols de diferença para chegar à final. O ABC precisa vencer por quatro gols para levar a disputa aos pênaltis, missão difícil pelo tamanho da desvantagem e pelo desgaste deixado pela primeira partida.
Para o Vitória, a goleada representa mais do que uma vantagem no mata-mata. O time mostrou poder de reação depois de um primeiro tempo instável e encontrou soluções ofensivas em diferentes peças. Para o ABC, a atuação inicial deu sinais de competitividade, mas as expulsões e a queda de organização depois do intervalo deixaram a classificação muito distante.