Lázaro Ramos revela bastidores de ‘Medida Provisória’, que marcou sua estreia como diretor

Lázaro Ramos revela bastidores de ‘Medida Provisória’, que marcou sua estreia como diretor

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Lucas Vianna

Publicado em 18/05/2026 às 11:15 / Leia em 2 minutos

Na estreia terceira temporada de “Grandes Cenas”, Lázaro Ramos deu detalhes de um importante projeto da sua carreira: o filme “Medida Provisória”, que estreou em 2022 e marcou sua estreia como diretor de cinema. Na ocasião, o artista baiano analisou a construção da cena da morte de André, comunicador interpretado por Seu Jorge, que denuncia as arbitrariedades e violências do sistema racista.

Ele revelou que o aconselharam a fazer um “favela movie”, com tiros e prisões. Seu sentimento, porém, apontava para os debates antirracistas, criando uma história diferente das que já haviam sido contadas no cinema nacional, com elementos afrofuturistas e novas linguagens.

“No filme não aparece sangue. No filme não aparece tiro, não aparece arma. Por isso que eu falo que é um filme de transição. Essa obra era para fazer isso, nesse momento. Isso é um recado”, disse o diretor.

No encontro, ele explicou ainda a cena inspirada no livro “Peles Negras, Máscaras Brancas” (1952), de Frantz Fanon. Para o realizador, a sequência é a síntese do filme, com o desafio de debater sobre as exigências e consequências mentais e físicas de quem milita por reconhecimento e identidade.

Eu queria que fosse um grito longo, um choro longo, que fosse desconfortável e desconcertante. E o choro do Alfred está quase inteiro. A formação dele como ator é na Inglaterra e a gente aqui é latino. Ele se rasgava, gritava, chorou e eu vendo algo do Alfred que eu não tinha visto ainda, estava lindo, incrível” contou Lázaro, sobre a atuação do ator Alfred Enoch.

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