A filha do ex-jogador de vôlei Pampa, morto em junho de 2024 após complicações de um Linfoma de Hodgkin, permanece hospitalizada em Brasília e apresenta evolução positiva após cirurgia recente. Isabella Maria, de seis anos, passou por um procedimento no último fim de semana para tratar osteomielite, uma infecção óssea grave provocada por bactérias, sem registro de complicações.
De acordo com Paula Falbo, mãe da criança, o quadro clínico é estável e apresenta melhora progressiva. “Isabella está muito bem, graças a Deus! Ontem começou a se alimentar. Já está caminhando, conversando e desenhando. Mas permanece com a necessidade de seis semanas de internação devido a ela precisar de antibiótico venoso”, afirmou em entrevista à Quem nesta quinta-feira (7).
O problema de saúde começou com dores e inchaço na região da testa, o que levou à realização de exames de imagem e à avaliação de um neurocirurgião. Foi a partir dessa investigação que o diagnóstico de osteomielite foi confirmado.
Semanas antes, a menina já havia sido atendida em um pronto-socorro. Na ocasião, segundo Paula, houve suspeita de infecção bacteriana após alterações em exames laboratoriais, e foi prescrito tratamento com antibióticos por dez dias. “A sinusite não foi diagnosticada. E o médico tratou como infecção bacteriana, devido à alteração que foi apontada no exame de sangue, e prescreveu antibiótico por 10 dias. Ela fez uso da medicação e três dias depois do tratamento surgiu uma elevação na testa. Então voltei com ela para o pronto socorro”, relatou.
Pampa teve carreira marcante no vôlei brasileiro, com destaque para a medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Ele também integrou a seleção que ficou em quarto lugar nos Jogos de Seul, em 1988, quando foi eleito o melhor atacante brasileiro pela Federação Internacional de Vôlei. Ao longo de nove anos defendendo o Brasil, participou de diversas competições internacionais, incluindo ligas mundiais, campeonatos sul-americanos, pan-americanos, mundiais, Copas do Mundo e duas edições olímpicas.
Após encerrar a trajetória nas quadras, atuou na gestão pública esportiva. Trabalhou no Ministério do Esporte entre 2000 e 2002 e ocupou cargos como secretário municipal de Esportes em Suzano (SP) e em Campos (RJ). Em 2015, também exerceu a função de superintendente estadual de Esportes em Pernambuco.
Além de Isabella, o ex-atleta deixou outra filha, Rafaella Ferrer, que iniciou carreira como cantora pop nos anos 2000 e atualmente atua como empresária no setor de eventos.