Terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando destaque no cenário global, especialmente pelo papel na transição energética e no avanço de tecnologias. Apesar de frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos têm significados distintos.
As chamadas terras raras correspondem a um grupo específico de 17 elementos químicos, essenciais para a produção de itens como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias e equipamentos eletrônicos. Apesar do nome, não são escassas, mas sua exploração é complexa.
Já os minerais estratégicos são aqueles considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico e tecnológico de um país, enquanto os minerais críticos envolvem riscos no fornecimento, como dependência externa ou concentração da produção em poucos países.
Nesse contexto, o Brasil ocupa posição relevante. O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, além de se destacar em minerais como nióbio, grafita e níquel.
A disputa global por esses recursos tem se intensificado, com a China liderando a produção e o refino. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que o desafio brasileiro está em avançar na cadeia produtiva, especialmente nas etapas de beneficiamento e agregação de valor.
Além dos impactos econômicos, a exploração desses minerais também levanta questões ambientais e sociais, que seguem no centro do debate sobre o futuro do setor.