Reino Unido aprova lei que proíbe venda de cigarros aos nascidos a partir de 2009

Reino Unido aprova lei que proíbe venda de cigarros aos nascidos a partir de 2009

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 22/04/2026 às 19:44 / Leia em 3 minutos

O Parlamento do Reino Unido aprovou uma legislação que estabelece uma das políticas mais rígidas do mundo contra o tabagismo, ao impedir que pessoas atualmente com 17 anos ou menos possam comprar cigarros legalmente ao longo da vida. A medida cria uma restrição progressiva que eleva a idade mínima para aquisição de tabaco ano a ano.

A regra passa a valer para indivíduos nascidos a partir de 1º de janeiro de 2009, formando uma geração que, na prática, nunca terá acesso legal ao cigarro. O projeto, que ainda aguarda sanção real, também amplia o controle sobre produtos com nicotina, incluindo os cigarros eletrônicos.

Entre as mudanças, está a proibição da venda de dispositivos de vaping e itens relacionados para menores de 18 anos, além de restrições à publicidade, exposição em pontos de venda, distribuição gratuita e promoções com desconto.

O governo britânico defende que a iniciativa tem como objetivo reduzir o número de fumantes e evitar que jovens desenvolvam dependência de nicotina, o que pode diminuir a pressão sobre o NHS no longo prazo.

O secretário de Saúde, Wes Streeting, classificou a aprovação como um marco para a saúde pública. “As crianças no Reino Unido farão parte da primeira geração livre do fumo, protegidas de uma vida inteira de dependência e danos”, afirmou. “Prevenir é melhor que remediar. Esta reforma salvará vidas, aliviará a pressão sobre o NHS e construirá um Reino Unido mais saudável”, completou.

Dados oficiais indicam que o tabagismo está associado a cerca de 64 mil mortes e 400 mil internações hospitalares por ano na Inglaterra. O custo direto para o sistema público de saúde é estimado em cerca de 3 bilhões de libras anuais, com impactos econômicos totais que ultrapassam 20 bilhões de libras.

A nova legislação também endurece regras relacionadas ao uso de cigarros eletrônicos, tema que ganhou atenção diante do aumento do consumo entre jovens. No ano anterior, o governo já havia proibido a venda de dispositivos descartáveis, citando preocupações com saúde e impactos ambientais.

Com a nova lei, autoridades passam a ter poder para regulamentar aspectos como sabores e embalagens desses produtos por meio de normas complementares.

Segundo a organização Action on Smoking and Health, cerca de 10% da população adulta do país, o equivalente a 5,5 milhões de pessoas, utiliza cigarros eletrônicos. Os dados mostram estabilidade no uso desde 2024. Entre os usuários, aproximadamente metade é formada por ex-fumantes, enquanto cerca de 40% ainda conciliam o consumo de cigarros tradicionais e dispositivos eletrônicos.

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