A União Europeia atingiu 64,2 milhões de imigrantes residentes em 2025. O dado, divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Centro de Pesquisa e Análise sobre Migração, vinculado à fundação RFBerlin, aponta um crescimento de 2,1 milhões em relação ao ano anterior.
Atualmente, 14% da população da UE (64,2 milhões de pessoas) é composta por imigrantes. O bloco conta hoje com um total de 451 milhões de habitantes.
A Alemanha continua como o país com o maior número de pessoas nascidas fora do seu território, concentrando quase 18 milhões de estrangeiros (21,2% de sua população), dos quais 72% estão em idade ativa. Segundo Tommaso Frattini, autor do estudo, o país lidera tanto em números absolutos quanto proporcionais. Embora continue entrando gente, o ritmo desacelerou: o aumento foi de apenas 1,7% (300 mil pessoas), metade da média da União Europeia (3,4%).
Já a Espanha foi o país que mais acelerou, registrando um salto de 8% ao receber 700 mil novos moradores em apenas um ano. Com isso, sua população estrangeira chegou a 9,5 milhões, o que significa que a Espanha sozinha respondeu por um terço de todo o crescimento migratório da União Europeia.
O relatório também aponta que o cenário migratório na União Europeia é marcado pela desigualdade: enquanto Luxemburgo (52%), Malta (32%) e Chipre (28%) lideram com as maiores proporções de imigrantes em suas populações, Polônia, Bulgária e Eslováquia registram os menores índices. Já os pedidos de asilo de cidadãos de fora do bloco despencaram 26,6% em relação a 2024, somando cerca de 670 mil solicitações. Desse total, 75% concentram-se em apenas quatro países: Espanha, Itália, França e Alemanha, sendo que o território alemão abriga o maior número de refugiados, totalizando 2,7 milhões.