O Goethe-Institut Salvador-Bahia selecionou estudantes de línguas estrangeiras da Ufba para bolsas de estágio em tradução na residência artística internacional Vila Sul. A iniciativa integra a cooperação com o Instituto de Letras da universidade e amplia a conexão entre formação acadêmica e prática profissional em um ambiente internacional.
Ao todo, 32 candidatos com nível adequado de proficiência em idiomas foram aprovados na triagem inicial e seguem para a etapa final, que definirá os dez bolsistas que irão atuar diretamente com artistas estrangeiros em Salvador. O Goethe-Institut oferece bolsa mensal com valores alinhados às bolsas de monitoria da universidade.
Com duração de dois meses, o estágio tem carga horária de até 20 horas semanais, organizada de forma flexível conforme as demandas dos artistas residentes. Cada participante selecionado acompanha um artista que não fala português, atuando como intérprete e facilitador da comunicação, contribuindo para a integração desses profissionais à cena cultural da cidade.
A parceria foi iniciada em 2023, a partir de um acordo entre o Goethe-Institut Salvador-Bahia e a Reitoria da Ufba, com participação do Instituto de Letras. O programa foi estruturado para atender tanto às necessidades da residência quanto à formação prática dos estudantes.
Durante o estágio, os bolsistas colocam em prática idiomas como inglês, francês e alemão em situações reais, além de ampliar o repertório cultural com o contato direto com artistas de países da África, Ásia e Europa.
A experiência também envolve discussões sobre arte, interculturalidade e temas sociais e políticos contemporâneos. Os estudantes são selecionados a partir de avaliação dos colegiados dos cursos de línguas estrangeiras da Ufba, seguida de análise de perfil pelo Goethe-Institut, que considera não apenas a fluência no idioma, mas também o interesse pela cena cultural local.
Segundo o diretor de operações da residência, Leonel Henckes, a iniciativa fortalece a formação dos estudantes e a integração dos artistas à cidade. “Criamos um modelo em que todos ganham: os artistas conseguem se integrar melhor à cidade e os estudantes têm acesso a uma experiência prática em um ambiente internacional, que amplia suas perspectivas profissionais”, afirmou.