Um cachorro chamado Stanley encontrou, durante uma escavação no jardim de casa, um objeto que pode estar ligado a um crime ocorrido há mais de 160 anos na Inglaterra. O caso aconteceu em Clyst Honiton, pequena vila no interior do país, onde o animal vive com o tutor.
O item desenterrado é uma garrafa com a inscrição “Não é para ser tomada”. A coloração azul-cobalto e o formato são semelhantes aos recipientes usados para armazenar venenos na Inglaterra do século XIX.
De acordo com relatos históricos, em 1865, durante o reinado da rainha Vitória, uma mulher identificada como Mary Ann teria envenenado o marido, William Ashford, com quem era casada havia duas décadas. A motivação, segundo os registros, estaria relacionada ao envolvimento dela com um homem mais jovem, Frank Pratt.
A suspeita surgiu após uma vizinha do casal, Mrs Butt, notar alterações no chá consumido na residência. O marido dela, que atuava como guarda local, prendeu Mary Ann. No momento da detenção, ela teria lançado um pó ao fogo, provocando uma reação. Posteriormente, análises indicaram que a substância continha arsênico e estricnina.
Segundo Paul Phillips, dono de Stanley, a garrafa encontrada pode ter sido utilizada no crime. Em entrevista ao jornal “DevonLive”, ele afirmou que o casal teria vivido em uma casa próxima à sua residência.
Mary Ann foi condenada à morte por enforcamento público. O episódio é citado como um dos últimos casos desse tipo de execução na Inglaterra. Após o ocorrido, o tema foi debatido pelo Parlamento britânico, que proibiu a prática dois anos depois.