Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado para conter alta de preços

Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado para conter alta de preços

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Com informações da Agência Brasil

Divulgação

Publicado em 18/03/2026 às 16:23 / Leia em 3 minutos

O governo federal propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel. A medida busca conter a alta nos preços do combustível e garantir o abastecimento no país.

Em contrapartida, a União se comprometeu a compensar 50% da perda de arrecadação dos estados. A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada nesta quarta-feira (18).

O Confaz, que reúne os secretários estaduais de Fazenda, realizou um encontro virtual para discutir alternativas diante da alta do diesel, impulsionada pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Segundo a equipe econômica, a zeragem do ICMS sobre o diesel importado pode gerar uma renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, aproximadamente R$ 1,5 bilhão seria compensado pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. Caso seja implementada, o impacto total no período pode chegar a R$ 6 bilhões, sendo metade assumida pela União.

A iniciativa ocorre em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

De acordo com Durigan, o valor do diesel importado tem se distanciado do preço praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

A decisão final sobre a proposta depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realizará uma reunião presencial em São Paulo.

O governo federal afirmou que a medida não será imposta aos estados e destacou a importância do diálogo federativo para a adoção da proposta.

Além da redução do ICMS, o governo também anunciou outras medidas para tentar conter o aumento do diesel. Entre elas estão a redução de tributos federais, como o PIS e a Cofins sobre o combustível, além de incentivos à produção interna.

Também foi firmado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e evitar abusos de preços.

Segundo o Ministério da Fazenda, a urgência das medidas também está relacionada ao risco de uma paralisação nacional de caminhoneiros diante da alta do diesel, cenário que poderia impactar o abastecimento e pressionar ainda mais a inflação no país.

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