O sucesso de público da peça “Três Mulheres Altas” garantiu uma sessão extra em Salvador. O espetáculo, estrelado por Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre, será apresentado no Teatro SESC Casa do Comércio nos dias 24, 25 e 26 de abril e ganhou uma nova apresentação no sábado (25), às 17h, além das sessões já programadas na sexta-feira e no sábado, às 20h, e no domingo, às 17h.
A montagem traz aos palcos o clássico da dramaturgia contemporânea escrito por Edward Albee e é dirigida por Fernando Philbert. A produção é da Arte Estudio Entretenimento, de Bruna Dornellas e Wesley Telles, com produção local da Carambola Produções e apresentação da Bradesco Seguros, por meio da Lei Rouanet.
Em cartaz há quatro anos, a peça vem acumulando plateias cheias e indicações a prêmios importantes do teatro brasileiro, como Prêmio Cesgranrio de Teatro, Prêmio Bibi Ferreira e Prêmio Cenym de Teatro Nacional. Na trama, três mulheres identificadas apenas pelas letras A, B e C se encontram em um intenso jogo de memórias, reflexões e confrontos.
A personagem A, vivida por Ana Rosa, já passou dos 90 anos e enfrenta lapsos de memória enquanto revisita sua própria trajetória. Ao seu lado está B, interpretada por Helena Ranaldi, apresentada como cuidadora ou dama de companhia, enquanto C, papel de Fernanda Nobre, é uma advogada encarregada de administrar os bens e assuntos financeiros da idosa.
Entre embates e confissões, a peça aborda temas como envelhecimento, passagem do tempo e as diferentes formas de olhar para a própria vida. “O texto do Albee nos faz refletir sobre ‘qual é a melhor fase da vida?’, além de questões sobre o olhar da juventude para a velhice, sobre a pessoa de 50 anos que também já acha que sabe tudo e, fundamentalmente, sobre o que nós fazemos com o tempo que nos resta. Apesar dos temas profundos, a peça é uma comédia em que rimos de nós mesmos”, analisa o diretor Fernando Philbert.
A nova versão do texto aposta em uma leitura atualizada, dialogando com mudanças sociais e comportamentais das últimas décadas, especialmente em relação às questões femininas. Temas como sexo, casamento, desejo, pressões sociais e machismo aparecem nos diálogos e reforçam a atualidade da obra.
Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 220, a depender do setor, e podem ser adquiridos on-line pela plataforma Sympla ou presencialmente na bilheteria do teatro.