A rede pública de saúde da Bahia ultrapassou a marca de 27 mil leitos em funcionamento, acompanhando a retomada do crescimento da capacidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) no país. Desde 2023, o estado ganhou 1.014 novos leitos e passou a contar com 27.311 leitos ativos.
O avanço ocorre em meio à ampliação nacional da estrutura hospitalar. Em todo o Brasil, o SUS superou 360,4 mil leitos em funcionamento, com a criação de mais de 10 mil novas vagas desde 2023, revertendo a redução histórica registrada ao longo da última década.
Após o crescimento emergencial durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19 e a queda observada em 2022, a retomada iniciada em 2023 indica uma expansão contínua da capacidade instalada do sistema público de saúde.
“Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir uma expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo, sem retrocessos. Isso significa mais acesso ao cuidado, mais estrutura para os profissionais de saúde e mais segurança para quem depende do SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dos 10.057 novos leitos abertos no país, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica. Na Bahia, a rede conta atualmente com 7.126 leitos cirúrgicos. O reforço na estrutura hospitalar contribuiu para o recorde de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS em 2025, com 14,7 milhões de procedimentos, volume 42% superior ao registrado em 2022. O aumento amplia o acesso da população aos serviços hospitalares e ajuda a reduzir filas acumuladas nos anos anteriores.
A ampliação integra o programa Agora Tem Especialistas, voltado à expansão da oferta de consultas, exames e cirurgias no SUS e à redução do tempo de espera por esses atendimentos. Além dos leitos cirúrgicos, também houve crescimento de leitos clínicos, hospital-dia e serviços complementares, voltados a pacientes que exigem maior monitoramento ou procedimentos de maior complexidade.
Segundo o Ministério da Saúde, a expansão da rede considera fatores estruturais do sistema, como avanços tecnológicos que reduzem o tempo médio de internação com técnicas menos invasivas, a implementação da Reforma Psiquiátrica, que prevê o fechamento progressivo de leitos em hospitais e a ampliação da rede substitutiva, e a redução da taxa de natalidade.