Após emagrecer 85 kg, Thais Carla relembra episódios em que sofreu gordofobia: ‘Estigma horroroso’

Após emagrecer 85 kg, Thais Carla relembra episódios em que sofreu gordofobia: ‘Estigma horroroso’

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 05/03/2026 às 15:04 / Leia em 2 minutos

A influenciadora e bailarina Thais Carla, de 34 anos, falou sobre experiências de preconceito relacionadas ao peso durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. A artista afirmou que situações de gordofobia podem afastar pessoas com obesidade de ambientes ligados à saúde, como academias e consultórios médicos.

Segundo Thais Carla, esse tipo de preconceito interfere diretamente na busca por cuidados e práticas voltadas ao bem-estar. Ela relatou um episódio vivido em uma academia.

“A gordofobia faz com que as pessoas se afastem do médico, se afastem de uma academia. Já teve vez que fui a uma academia aleatória e não tinha catraca para eu passar. Como isso é um ambiente para uma pessoa perder peso e não ter nenhum acesso? Ela não pode nem acessar”, disse.

A influenciadora também comentou a forma como parte da sociedade reage a pessoas com obesidade e criticou frases que, segundo ela, desconsideram o contexto individual.

“Então, é muito bizarro uma pessoa falar: ‘ah, fecha a boca e emagrece!’ E o contexto dessa pessoa? Como é que vou emagrecer se a sociedade mesmo diz que não é nem para eu existir? Existe um ódio… E aí existem pessoas que entram em depressão… Conheci várias pessoas que se mataram. Teve gente que já emagreceu, fez a bariátrica, mas não está tão resolvida consigo”, afirmou.

Thais Carla passou por uma cirurgia bariátrica em abril do ano passado e relata ter perdido 85 quilos desde então. Ao falar sobre o tema, ela destacou que a gordofobia vai além da discussão médica sobre obesidade.

“Gordofobia não tem nada a ver com obesidade. É uma doença? É uma doença. Mas a gente está falando desse estigma horroroso sobre as pessoas gordas. Olhe para as pessoas com delicadeza. Já teve vezes, quando eu estava com 200 quilos, que fui para um lugar, e o povo olhava assim, ficava cochichando, conversando. Porque o meu corpo chega antes de eu dizer qualquer coisa para você, sabe? Então, assim, é para proteger essas pessoas, para essas pessoas pararem de morrer, delas ficarem doentes. É um corpo supermarginalizado. Mulher, principalmente”, opinou.

 

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