O varejo baiano registrou, em 2025, o maior faturamento da última década, movimentando R$ 234,1 bilhões — alta de 1,4% em relação a 2024, segundo levantamento da Fecomércio BA com base em dados do IBGE.
O segmento de supermercados liderou o desempenho, com crescimento de 2,6% e faturamento de R$ 90 bilhões, quase 40% do total do comércio estadual. Farmácias e perfumarias também tiveram resultados expressivos, com R$ 17,8 bilhões em vendas — maior valor da série histórica — e crescimento de 7,7%. O setor de veículos, motos e peças contribuiu com R$ 1,27 bilhão, avançando 2,9%.
Apesar de juros elevados, em torno de 15% ao longo do ano, famílias com maior segurança no emprego mantiveram forte presença no mercado de crédito, permitindo a aquisição de bens essenciais. O crescimento do varejo no segundo semestre foi mais acelerado (3,6%) em comparação com o primeiro (1,6%), refletindo maior disponibilidade financeira.
Setores em retração
Nem todos os segmentos apresentaram resultados positivos. Vestuário, tecidos e calçados recuaram 5,6%, perdendo R$ 486,5 milhões, mesma variação registrada por móveis e decoração. Lojas de materiais de construção (-2,1%), eletroeletrônicos (-1,6%) e outras atividades (-0,6%) também registraram queda.
No mês de dezembro, tradicionalmente o mais movimentado, o varejo baiano ficou estável, com R$ 22,2 bilhões em faturamento, levemente abaixo da projeção de crescimento de 2%. Vestuário e veículos apresentaram as maiores retrações, enquanto supermercados e farmácias mantiveram crescimento, de 4,7% e 5,2%, respectivamente.
Perspectivas para 2026
Com a inflação mais baixa, redução da inadimplência e mercado de trabalho ainda aquecido, a Fecomércio BA projeta manutenção de resultados positivos, especialmente para os setores essenciais. A expectativa é de que a possível redução da taxa de juros a partir de março impulsione ainda mais o consumo, com aceleração prevista principalmente para o segundo semestre.