A Comissão Teológica Internacional do Vaticano divulgou um novo documento, aprovado pelo papa Leão XIV, alertando os católicos sobre os riscos de um “culto ao corpo” associado ao uso da cirurgia plástica.
No texto, o órgão afirma que os avanços na área alteram significativamente a relação das pessoas com a própria corporeidade e podem incentivar uma busca “frenética” por um padrão ideal de juventude e perfeição física.
Segundo o documento, embora a Igreja Católica não proíba a cirurgia plástica, os fiéis não devem recorrer a procedimentos motivados apenas pela vaidade. A doutrina católica ensina que o corpo humano é criado à imagem de Deus e deve ser respeitado em sua condição natural, incluindo limites e envelhecimento.
A comissão também aborda o impacto de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, alertando para o risco de que escapem ao controle humano e para a possibilidade de intervenções que aproximem o corpo de uma lógica “ciborgue”.
“O corpo ideal é exaltado enquanto o corpo real não é verdadeiramente amado, pois é fonte de limites, fadiga e envelhecimento”, afirma o texto.