Entrevistas


24 Out 2016

Se não fosse artista plástico, Iuri Sarmento seria astronauta. Vem ver a entrevista!



Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, em Belo Horizonte, Iuri Sarmento ficou famoso por suas obras de grande colorido. Sua primeira mostra individual foi em 1992, na Sala Corpo de Exposições, em BH. De lá para cá, não parou. Iuri transformou-se em um grande orgulho no mercado das artes, mas, principalmente, no mercado baiano – morou em Salvador até o inicio do ano. Agora, vivendo em São Paulo, circulou rapidamente pela capital baiana para prestigiar um evento na galeria de Paulo Darzé, no Corredor da Vitória. Lá, cedeu entrevista bate-bola para o Alô Alô Bahia. Confere abaixo! 

Alô Alô Bahia – Qual a sua melhor conquista?

Iuri Sarmento – Estar na maior coleção de arte do maior colecionador do Brasil, Gilberto Chateubriand.

Alô Alô Bahia – O que te faz rir?

Iuri Sarmento – Umas boas taças de champanhe.

Alô Alô Bahia – Para quem faria um show particular?

Iuri Sarmento – Segredo de estado.

Alô Alô Bahia – O que faria se não fosse artista plástico?

Iuri Sarmento – Astronauta.

Alô Alô Bahia – Qual sua grande ambição?

Iuri Sarmento – Estar na coleção do Moma.

Alô Alô Bahia – Tem alguma mania?

Iuri Sarmento – Mania de perfeição.

Alô Alô Bahia – Qual seu maior arrependimento?

Iuri Sarmento – Sem arrependimentos.

Alô Alô Bahia – O que gosta de fazer no fim de semana?

Iuri Sarmento – Ficar em casa de pernas para o ar.

Alô Alô Bahia – Seu maior pecado?

Iuri Sarmento – Pecado da gula, adoro um bom restaurante.

Alô Alô Bahia – Qual foi a última coisa que comprou?

Iuri Sarmento – Um óculos de madeira e ouro, lindo.

Alô Alô Bahia – Do que fala no divã?

Iuri Sarmento – Amenidades do dia a dia.



Foto: David Atlan. Siga o insta @sitealoalobahia.
 
 
 
 

21 Out 2016

Conheça Felipe Ishihama: o paulista que vai comandar retorno do Hippopotamus ao Rio



Numa tarde quente de verão, o paulista Felipe Ishihama passeava tranquilo pela Placê Vendôme quando decidiu tomar um café no Hotel Ritz, um dos mais chiques e tradicionais da capital francesa. Mal entrou, foi convidado a se retirar pois trajava sandálias Havaianas, calçado esse que não era permitido aos frequentadores do local.
 
Anos depois nessas voltas típicas que o mundo dá, o sorocabano, então estudante de Ciências Políticas da Sorbonne, acabou por conhecer em um evento na ONU, a empresária francesa Monique Ritz.
 
Num bate-papo informal, Ishihama se deu conta de estar frente a frente com a única representante viva da dinastia que comandava o hotel, que tempos atrás havia recusado a sua entrada. História revelada, ele foi polidamente convidado pela magnata a tomar aquele café que havia ficado pendente, tempos antes. O encontro foi seguido de uma visita guiada pelo lendário Ritz.
 
O brasileiro ficou deslumbrado com os bastidores e detalhes da hotelaria de luxo e decidiu que essa seria a sua área de atuação dali para frente. Se especializou na área de alimentos e bebidas e de lá para cá, Felipe esteve à frente de restaurantes em importantes grifes hoteleiras como BVLGARI, Waldorf Astoria, InterContinental, Hilton, Conrad, Fairmont, Renaissance, além do Copacabana Palace.
 
Esbanjando simpatia, Ishihama bateu um papo com o Alô Alô Bahia no Rio de Janeiro, onde reside atualmente.
 
Alô Alô - Nos fale dos projetos atuais?

Ishihama - Enquanto estive no Copacabana Palace conheci muitas pessoas, entre elas o empresário e restauranteur Ricardo Amaral. Ele é considerado o "Rei da Noite Carioca". Foi uma conexão imediata e ele me convidou a gerenciar os seus projetos futuros. Entre eles, ser a cara do famoso e lendário Hippopotamus, que irá reabrir aqui no Rio, em dezembro próximo. Além do Hippo, estou a frente do processo de abertura de 14 restaurantes e dois clubes para o Ricardo.

Alô Alô - Em sua trajetória profissional deve ter se deparado com situações inusitadas e até mesmo estranhas. Pode nos contar alguma?

Ishihama - Foram muitas (risos)!! Mas fiz um juramento de manter a privacidade dos meus clientes. Portanto isso vai morrer comigo. Mas se abrisse a boca tenho certeza que sociedade brasileira viraria de cabeça para baixo (risos).

Alô Alô - O que não pode faltar em um serviço de qualidade?

Ishihama - Não pode faltar um sorriso genuino

Alô Alô - Quais os seus restaurantes preferidos em São Paulo?

Ishihama - SPOT quando quero fazer um esquenta para a balada. Ruella quando estou triste. Naga quando tenho um date. Skye quando estou com meus amigos. Tudo depende da ocasião. Sou bem clássico para restaurantes. Cada restaurante tem uma alma e vou conforme estou me sentindo no momento.

Alô Alô - E no Rio?

Ishihama - Azumi quando estou triste e sinto saudades de casa. Mee para matar as saudades de amigos (Felipe inaugurou esse restaurante). Al Mare quando tenho um date. Café Severino quando tenho uma reunião. Bar D’Hôtel, quando quero fugir e ficar quietinho. Londra quando quero ferver.

Alô Alô - O atendimento nos restaurantes brasileiros de um modo geral ainda é deficiente?

Ishihama - Sim, sem dúvida. Mas ao mesmo tempo é o mais espontaneo de todos. Eu brinco que o serviço em geral no Brasil é igual a um animal selvagem que precisa ser domado. Mas acredito que um dia seremos o ícone em atendimento, pois os brasileiros tem muita paixão e sabem ser genuínos.

 VIP VUPT -

Um lugar no mundo: Costa Amalfitana.
Um sonho: amar e ser amado na mesma medida.
Uma paixão: desenvolver pessoas, talentos. 
A melhor comida: vietnamita.
Um perfume: Black Orquid da Tom Ford.
Londres ou Tokyo? Tokyo.
Um livro: A Bíblia.
Uma frase: Be The Most Authentic Person You Can Be.
Um som: da chuva.

Por Pedrinho Figueredo (@pedrinhofigueredo). Siga o insta @sitealoalobahia. 

 

20 Set 2016

Anna Libório abre o jogo e conta como divide a vida entre negócios e família

Rotina é algo que não existe na vida da empresária Anna Libório, que comanda a Lenny Niemeyer em Salvador. "Vivo nas estradas e nas asas dos aviões", diz aos risos, mas nem por isso, deixa de manter o olhar atento ao mercado e ao negócio de forma geral. Ela sabe exatamente quais as dificuldades e desafios, assim como a melhor parte de trabalhar com moda. Em bate-papo com o Alô Alô Bahia, ela conta sobre como se apaixonou pelo segmento fashion, passando pela crise e fala ainda sobre seu estilo. Confiram...

De onde veio o gosto pela moda?
Quando criança, observava as pérolas da minha avó, os coques, rendas e sapatos. Ficava encantada. Parava de brincar de esconde esconde, para assistir a produção das 16h, quando ela começava a se produzir pra ir a missa diária. Depois a mamãe, que seguiu à risca os passos, da sua genitora, porém com bem mais recursos de beleza. E para completar o ciclo, só curtia brincadeiras, que envolvessem comércio de compra e venda.  

Como define seu estilo?
Antes de mais nada, tenho um estilo bem próprio e autêntico. Só uso o que gosto, o que seja confortável e que me deixe feminina. Então posso chamar, estilo "Anna" de viver alegre e feliz. Isso para mim é tudo. Não adianta estar em um Pucci, se o coração não estiver pulsando forte de alegria e amor!

Acima de tudo trabalhar com moda é...
Um prazer, uma paixão, criatividade e muito envolvimento com pessoas. 

Quais as alternativas para o momento de crise?
Não preciso citar dedicação, porque este é o grande xis do sucesso na vida, de modo geral. Mas neste momento delicado, vale muito animar e aplaudir a equipe, cuidar especialmente dos custos e se empenhar nas adversidades do comércio varejista, que também passa modificações.



O que busca a mulher que é cliente Lenny Niemeyer?
Sem sombra de dúvidas, busca exclusividade e diferencial, pois a Lenny Niemeyer, além das estampas exclusivas, tem modelagem qualificada e permite que cada mulher valorize suas linhas, alongando ou ajustando a silhueta, com lycras de ponta. A modelagem, e equipe, são treinadas para, cada silhueta. Cada corpo tem seu DNA e cada mulher tem seu look perfeito na marca, 

Qual a maior dificuldade de se manter no mercado?
É difícil conviver com vendas indiretas, a exemplo de redes sociais, que mexeu muito com o mercado de shoppings, e também vendas de porta em porta, que a cada dia mais, cresce e não sabemos como ficam os impostos, portanto, para quem tem lojas e pontos comerciais, tem sido difícil e desafiador. Vamos ver como se comportam os anos seguintes, porque estes estão complicados.
 
Como é a sua rotina?
Rotina não existe na minha vida. Luxo, para mim, é ficar quieta, em casa ou em um dos resorts silenciosos, que temos. Desde a enfermidade do papai e casamento com Ricardo, que é carioca, passei a viver nas estradas e nas asas dos aviões. Então minha única rotina é carregar o tênis e malhar seja onde for, na mata, na praia ou na academia de casa. No mais, tem dias que até me confundo, para dizer onde estou (Risos).
 
Quando não está trabalhando, está...
Pensando em algo, sempre maravilhoso e simples, tipo, happy hour gostoso com as amigas, ir à missa, que adoro, jantar com as filhas e enfeitar a casa e o quarto, para esperar o marido. Sou romântica e sonhadora, acredito no amor e me alimento disto.

Como a família reage, com a mulher inserida no mundo dos negócios?
Venho de uma família culturalmente trabalhadora. Não existe isso de que porque papai é juiz e mamãe advogada e avós abastados, que não se trabalha. Cresci vendo meu pai, aos finais de semana, sair de madrugada para fazenda, montar cavalo, contar gado e me ensinar tudo, e na segunda-feira cedo correr para Fórum, Minha mãe, outra danada, desde sempre trabalhou e nos criou falando sobre a importância do trabalho e sua dinâmica na vida. Depois, vem Ricardo (marido), super empreendedor, gerindo uma empresa com mais de 300 funcionários no eixo Rio/São Paulo e ainda, atendendo ao Brasil inteiro, na aérea de equipamentos médicos. Então eu não poderia assistir tudo isso sem aprender o valor do trabalho. Estaria sendo burra e não gostaria deste rótulo. Amo trabalhar. Feliz de quem ensina aos filhos o valor do trabalho, sou imensamente grata aos meus pais por isso.

O melhor de trabalhar com moda na Bahia...
Fazer amigas queridas e que hoje não vivo sem!

(Por Tamyr Mota)
 

24 Ago 2016

Entrevista com Fernando Guerreiro


O entrevistado dessa semana é o produtor e diretor teatral Fernando Guerreiro, que também é o presidente da Fundação Gregório de Mattos. A FGM é responsável pela promoção de eventos culturais e pela administração de alguns espaços soteropolitanos, como o Museu da Cidade, a Casa do Benin, o Arquivo Histórico Municipal e o Espaço Cultural da Barroquinha. Confira abaixo o nosso bate papo!

Alô Alô Bahia – Você é um grande diretor de teatro com talento para o drama como para a comédia. Como essa experiência ajudou a mudar a cena artística de Salvador?

Fernando Guerreiro – Primeiro o olhar para perceber o movimento da cidade. A cultura está aí, nas ruas, nas praças, nos palcos. Precisa de parcerias, apoios, incentivo. E a experiência na comédia me ajudou muito a enfrentar várias situações dramáticas que tive que lidar. Rsrsrs.

Alô Alô Bahia - Que tipo de situações foram essas?

Fernando Guerreiro – Lidar com a burocracia e demandas difíceis de serem atendidas. Não dá para atender todos os artistas e projetos e a maioria não entende isso.

Alô Alô Bahia - Qual o grande projeto da Fundação Gregório de Mattos para o fim do ano?

Fernando Guerreiro – Aprovação do projeto VIVA CULTURA pela Câmara Municipal de Salvador. Esse projeto vai disponibilizar até 60 milhões de reais para projetos culturais no período de dez anos, através da renuncia fiscal. Uma excelente iniciativa da Prefeitura para aquecer a Economia da Cultura de Salvador.

Alô Alô Bahia – Falta incentivo do Governo do Estado da Bahia para a Orquestra Sinfônica?

Fernando Guerreiro – Corpos estáveis implicam numa gestão complexa e continuada e envolvem ações continuas e eficazes. Espero que o Governo se sensibilize e lance um olhar mais cuidadoso sobre esse patrimônio da cultura do estado.


Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos. 

Fotos: Divulgação/Paloma Carvalho. Siga o insta @sitealoalobahia.

10 Ago 2016

Cinco perguntas para: Sonja Lopes e Núbia Caloula

Sonja Lopes e Núbia Caloula assinaram a cenografia da festa de um ano da coluna Alô Alô Correio, que reabriu as portas do Palácio da Aclamação, em Salvador, durante noite de prestígio, repleta de amigos e colunáveis. O pé-direito altíssimo do vestíbulo e do salão de entrada, assim como a decoração lúdica do jardim foi toda concebida pela dupla, que desenvolve há mais de 20 anos alguns dos melhores eventos da sociedade baiana. Abaixo, um bate-bola.


Núbia Caloula com José Sérgio e Marta Dione Caloula . 

1- Qual foi a inspiração para a concepção da festa de um ano da coluna Alô Alô Correio?

Sonja Lopes e Núbia Caloula – A inspiração é que o primeiro estímulo partiu da mensagem inicial do cliente. Rafael ( Freitas) revelou um desejo de ter um Baile para comemorar seu primeiro ano da coluna Alô Alô Correio. Da mensagem que é o estímulo surge o sonho, a ação, e as decisões que nos leva a efervescência. Desde o momento que se falou em Baile estava decidido que teríamos personagens clássicos e lúdicos. Isso era fato. A partir daí, decidimos criar o cenário adequado para estas ações. Um era mais tradicional e compunha bem com a arquitetura monumental do hall do Palácio da Aclamação; o outro no jardim grandioso do mesmo Palácio seria mais ousado e com o propósito de romper com o óbvio e provocar novas sensações.


Décor do Palácio da Aclamação: festa da coluna Alô Alô Correio. 

2- O resultado foi positivo?

Sonja Lopes e Núbia Caloula – Nós, os envolvidos no processo criativo, estávamos presentes e constatamos a atmosfera de surpresa e interatividade que envolvia os ilustres presentes. Era algo no mínimo diferente. Queríamos surpreender e cremos que o objetivo tenha sido cumprido.

3- Qual foi o desafio na hora de decorar o Palácio da Aclamação?

Sonja Lopes e Núbia Caloula – Interessante, mas podemos confessar que não houve um grande desafio no sentido de dificuldade. O cenário já era bastante generoso e inspirador. Tivemos total apoio por parte da administração do Palácio, assim como da equipe do CORREIO que estava à frente do evento. Tudo fluiu com muita tranquilidade e comunhão.

4 – Qual o segredo do sucesso do trabalho de vocês?

Sonja Lopes e Núbia Caloula – Podemos afirmar que trabalhamos com paixão, compromisso e foco para obter o melhor resultado. Sempre quisemos dizer que a mente de um grande arquiteto, decorador, cenógrafo, designer e artistas, entre outras profissões, não envelhece necessariamente ao longo dos anos e principalmente quando você não se permite. Ao contrário, a experiência, a expertise, o respeito, a consciência e maturidade são necessários para que possamos passear por todas as categorias dentro da nossa profissão. Produzimos cenários e decoração de eventos clássicos ou contemporâneos, social a um corporativo moderno e lúdico. Não há limites ou restrições ou rótulos.

5 – Uma dica para quem quer arrasar na decoração sem gastar muito...

Sonja Lopes e Núbia Caloula - Seria falso dizer que apenas usar a criatividade evitaria demanda de custo! É praticamente impossível não se gastar em produção de festas profissionais! Parta do principio que uma festa ter que ter qualidade e o que for apenas essencial e indispensável. Só faça novos investimentos depois disto resolvido. Uma lista de convidados compacta, e a escolha de uma locação que tenha menor demanda de investimento já é um excelente partido. Uma festa tem que ter o essencial com qualidade. Nada de cometer o erro de investir numa decoração mirabolante e extraordinária e ter uma comida entre outros serviços sem qualidade. Boa comida, bebida, musica iluminação, cenário, décor e um excelente produtor para que tudo se afine. Lembre-se que fazer concessões e ter cumplicidade com o profissional escolhido é sempre prudente.


Personagens vivos na festa da coluna Alô Alô Correio: produção de Almir Júnior e Marcelo Gomes. 

Núbia e Sonja Eventos – (71) 3264-7887. Fotos: Reprodução. Por (@Marcello Fontes).