Caso de Lua Blanco chama atenção para câncer de intestino, que deve ter 53 mil novos casos por ano no Brasil

Caso de Lua Blanco chama atenção para câncer de intestino, que deve ter 53 mil novos casos por ano no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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Heider Sacramento

Reprodução/Instagram

Publicado em 22/10/2026 às 08:22

O câncer colorretal deve registrar cerca de 53 mil novos casos por ano no Brasil até 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença, que afeta o intestino grosso e o reto, representa aproximadamente 10% dos tumores malignos no país. O diagnóstico da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, reforça o alerta para a importância da prevenção e da identificação precoce.

A preocupação também está relacionada ao aumento de casos entre adultos mais jovens. Segundo a gastroenterologista Luciana Leal, do Itaigara Memorial Gastro-Hepato Endoscopia, a incidência da doença entre pessoas de 20 a 49 anos cresce desde a década de 1990 em diversos países.

“Desde a década de 1990, a incidência na faixa dos 20 aos 49 anos vem aumentando entre 2% e 4% ao ano em diversos países”, explica a especialista. De acordo com ela, enquanto a mortalidade entre pessoas acima dos 50 anos vem diminuindo com o rastreamento, o cenário entre os mais jovens exige atenção.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

Alterações persistentes no funcionamento intestinal, sangue nas fezes, dores abdominais frequentes, anemia, fraqueza e perda de peso sem explicação estão entre os sinais que merecem investigação médica.

No entanto, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a ausência de sinais não elimina a necessidade de prevenção. Em geral, o rastreamento é recomendado a partir dos 45 anos, podendo ser indicado antes para pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco, conforme avaliação médica.

Colonoscopia ajuda a prevenir a doença

A colonoscopia é um dos principais exames utilizados no rastreamento e no diagnóstico do câncer colorretal. O procedimento permite examinar o intestino e identificar pólipos, lesões que podem evoluir para um tumor maligno.

Quando encontrados, esses pólipos podem ser removidos durante o exame, reduzindo o risco de desenvolvimento da doença. A colonoscopia também pode identificar tumores em fases iniciais, quando as possibilidades de tratamento bem-sucedido são maiores.

Como reduzir o risco de câncer colorretal

Além de realizar os exames recomendados para cada faixa etária e perfil de risco, alguns hábitos podem contribuir para diminuir as chances de desenvolver a doença. Entre as medidas estão:

  • Priorizar alimentos ricos em fibras, frutas, verduras e legumes;
  • Reduzir o consumo de carnes processadas e alimentos ultraprocessados;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o tabagismo;
  • Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Seguir as orientações médicas sobre o rastreamento.

Diante de sintomas persistentes, especialmente sangue nas fezes ou mudanças no hábito intestinal, a recomendação é procurar avaliação médica, sem esperar pela idade habitual de início do rastreamento.

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