O câncer colorretal deve registrar cerca de 53 mil novos casos por ano no Brasil até 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença, que afeta o intestino grosso e o reto, representa aproximadamente 10% dos tumores malignos no país. O diagnóstico da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, reforça o alerta para a importância da prevenção e da identificação precoce.
A preocupação também está relacionada ao aumento de casos entre adultos mais jovens. Segundo a gastroenterologista Luciana Leal, do Itaigara Memorial Gastro-Hepato Endoscopia, a incidência da doença entre pessoas de 20 a 49 anos cresce desde a década de 1990 em diversos países.
“Desde a década de 1990, a incidência na faixa dos 20 aos 49 anos vem aumentando entre 2% e 4% ao ano em diversos países”, explica a especialista. De acordo com ela, enquanto a mortalidade entre pessoas acima dos 50 anos vem diminuindo com o rastreamento, o cenário entre os mais jovens exige atenção.
Quais são os sintomas do câncer de intestino?
Alterações persistentes no funcionamento intestinal, sangue nas fezes, dores abdominais frequentes, anemia, fraqueza e perda de peso sem explicação estão entre os sinais que merecem investigação médica.
No entanto, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a ausência de sinais não elimina a necessidade de prevenção. Em geral, o rastreamento é recomendado a partir dos 45 anos, podendo ser indicado antes para pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco, conforme avaliação médica.
Colonoscopia ajuda a prevenir a doença
A colonoscopia é um dos principais exames utilizados no rastreamento e no diagnóstico do câncer colorretal. O procedimento permite examinar o intestino e identificar pólipos, lesões que podem evoluir para um tumor maligno.
Quando encontrados, esses pólipos podem ser removidos durante o exame, reduzindo o risco de desenvolvimento da doença. A colonoscopia também pode identificar tumores em fases iniciais, quando as possibilidades de tratamento bem-sucedido são maiores.
Como reduzir o risco de câncer colorretal
Além de realizar os exames recomendados para cada faixa etária e perfil de risco, alguns hábitos podem contribuir para diminuir as chances de desenvolver a doença. Entre as medidas estão:
- Priorizar alimentos ricos em fibras, frutas, verduras e legumes;
- Reduzir o consumo de carnes processadas e alimentos ultraprocessados;
- Praticar atividade física regularmente;
- Manter o peso corporal adequado;
- Evitar o tabagismo;
- Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Seguir as orientações médicas sobre o rastreamento.
Diante de sintomas persistentes, especialmente sangue nas fezes ou mudanças no hábito intestinal, a recomendação é procurar avaliação médica, sem esperar pela idade habitual de início do rastreamento.