Mãe de Eduarda Campopiano, crítica de políticas sociais, recebe benefício assistencial do INSS desde 2019

Mãe de Eduarda Campopiano, crítica de políticas sociais, recebe benefício assistencial do INSS desde 2019

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 10/10/2026 às 09:02

A mãe da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), a artesã Débora Campopiano, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde pelo menos 2019. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Aos 59 anos, Débora não atende ao critério de idade para receber o benefício, destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que cumpram os requisitos legais. Nesse caso, o recebimento só seria possível pela modalidade voltada a pessoas com deficiência.

O caso chama a atenção porque Eduarda é crítica de políticas sociais, especialmente das iniciativas direcionadas a mulheres e minorias. Além disso, a mãe da parlamentar mantém um perfil no Instagram com mais de 28 mil seguidores, no qual divulga cursos de confecção de bonecas artesanais e de pano.

A renda familiar é um dos critérios considerados para a concessão do BPC. Em regra, o benefício exige que a renda mensal por pessoa do grupo familiar seja de até um quarto do salário mínimo, atualmente, cerca de R$ 405, além de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), observadas as demais exigências legais.

Procurada, a assessoria de Eduarda não esclareceu se a deputada mora com a mãe. A informação é relevante porque, caso ela integre o grupo familiar considerado no cálculo, seus rendimentos podem influenciar a análise da elegibilidade de Débora ao benefício.

Dados da Câmara Municipal de Praia Grande indicam que Eduarda já atuava como comentarista da Jovem Pan pelo menos desde 2022. Em 2025, aos 21 anos, ao assumir o mandato de vereadora, passou a receber salário superior a R$ 10 mil.

Os possíveis rendimentos obtidos por Débora com a venda de cursos também podem ser relevantes para a avaliação dos critérios do BPC. A assessoria não informou se a artesã recebe valores com essa atividade nem se eventuais rendimentos pessoais e familiares foram declarados ao INSS.

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