O príncipe Harry revelou que, durante anos, sentiu culpa por voltar a ser feliz após a morte da mãe, a princesa Diana. Aos 42 anos, o duque de Sussex abordou o assunto em um curso sobre luto da plataforma MasterClass, lançado nesta quinta-feira (8), com a neurocientista Mary-Frances O’Connor.
Diana morreu em um acidente de carro em Paris, em 1997, quando Harry tinha 12 anos. Na conversa, ele contou que passou muito tempo com as emoções bloqueadas e associava a tristeza à preservação do vínculo com a mãe. Reconhecer que ela desejaria sua felicidade ajudou a mudar essa perspectiva.
“Eu não chorei quando me disseram que minha mãe morreu, apenas no enterro dela, e depois não chorei novamente por quase duas décadas”, relatou Harry, em tradução livre. O príncipe também afirmou que chegou a ter dificuldade para lembrar a risada e a aparência de Diana.
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Ao revisitar sua trajetória, Harry contou que as duas missões militares no Afeganistão, realizadas quando tinha cerca de 20 anos, foram uma tentativa de escapar dos próprios sentimentos. Segundo ele, a mudança na forma de lidar com a perda passou pela terapia e pela felicidade encontrada na vida familiar.
O curso propõe discutir como atravessar experiências de perda e construir resiliência. Na participação, Harry destacou que estar com Meghan Markle e os filhos, Archie e Lilibet, além de se dedicar ao trabalho filantrópico, está entre suas principais fontes de alegria.