Um dos cenários mais deslumbrantes do Brasil chamou a atenção da agência espacial norte-americana nesta quinta-feira (20). A NASA divulgou em suas redes sociais uma fotografia do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses capturada a partir do espaço pelo satélite Landsat 9.
Na postagem, a agência se referiu ao cartão-postal brasileiro como um “deserto feito de água”.
A imagem revela a vastidão das dunas de quartzo branco, algumas chegando a 30 metros de altura, contrastando com as lagoas de água doce em tons de azul e verde, tendo o Oceano Atlântico ao norte e a vegetação costeira delimitando a região.
Apesar da semelhança visual com áreas áridas, a NASA fez questão de esclarecer que a comparação com um deserto tradicional é enganosa. O parque maranhense recebe cerca de 125 centímetros de chuva anualmente.
Para se ter uma ideia, esse volume pluviométrico é um pouco maior do que o registrado na chuvosa cidade de Seattle (EUA) e chega a ser o dobro da média de Londres (Inglaterra).
A repercussão do registro foi imediata. Até a manhã desta sexta-feira (21), a publicação espacial já contabilizava mais de 200 mil curtidas e ultrapassava a marca de 5,3 mil comentários.
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A agência explicou que o mosaico de areia e água é resultado de uma combinação geológica e climática rara. Durante centenas de milhares de anos, as oscilações do nível do mar e a dinâmica das águas oceânicas fizeram com que a areia de quartzo, trazida pelos rios, se acumulasse em uma faixa litorânea extremamente plana, moldando a paisagem atual.
Considerado o maior campo de dunas da América do Sul, com 1.500 quilômetros quadrados, o parque é formado por milhares de lagoas pluviais (tanto permanentes quanto temporárias), além de abrigar manguezais e rios.
A área também se destaca por sua rica biodiversidade, uma vez que está localizada em uma zona de transição estratégica entre a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga.
Toda essa singularidade ambiental e paisagística fez com que o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fosse reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).