Antiquários, galeristas, arquitetos e mais: baianos revelam seus museus preferidos em Salvador

Antiquários, galeristas, arquitetos e mais: baianos revelam seus museus preferidos em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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Kirk Moreno para o Alô Alô Bahia

Divulgação / Reprodução / Acervo Pessoal

Publicado em 13/08/2026 às 19:04

Salvador reúne museus que preservam diferentes capítulos da história, da arte e da identidade da Bahia. A convite do Alô Alô Bahia, arquitetos, galeristas e antiquários escolheram seus espaços culturais preferidos na capital baiana e explicaram o que torna cada lugar especial. Confira os escolhidos:

Museu Carlos e Margarida Costa Pinto
Localizado no Corredor da Vitória, o Museu Carlos e Margarida Costa Pinto reúne mais de 3 mil peças de artes decorativas dos séculos XVIII ao XX. O acervo inclui prataria colonial, joias crioulas, balangandãs, cristais, mobiliário e objetos que ajudam a retratar hábitos e costumes da sociedade baiana de outras épocas. O equipamento cultural nasceu da coleção particular do empresário Carlos Costa Pinto, reunida ao longo de três décadas, e foi idealizado por sua viúva, Margarida Costa Pinto, sendo inaugurado em novembro de 1969.

Museu Carlos e Margarida Costa Pinto é o preferido de David Bastos, Cristiane Musse e Sérgio Caloula (Foto: Reprodução).

O arquiteto David Bastos está entre os admiradores do espaço. “Gosto muito dele porque preserva a memória de Salvador de uma maneira muito especial. Seu acervo nos aproxima de outras épocas da cidade, revelando através de objetos, mobiliário, joias e obras de arte um pouco da história, dos costumes e da cultura da Bahia”, afirma. Para ele, o museu é um lugar “onde o passado permanece vivo e nos ajuda a compreender a identidade de Salvador”.

A escolha também foi feita pela empresária Cristiane Musse, do antiquário Cris Musse Arte & Antiguidade, que tem uma relação familiar com o acervo. “Meu avô David Musse vendeu muitas peças para o acervo do casal Carlos e D. Margarida Costa Pinto”, conta. Entre seus itens preferidos estão a prataria, o mobiliário e o conjunto de joias crioulas, considerado um dos destaques da coleção.

O antiquário e empresário Sérgio Caloula, que comanda a Caloula Filho Antiguidades ao lado da arquiteta e antiquária Marta Dione, também escolheu o espaço. “Foi uma coleção feita com muito critério para uma casa residencial, com o olhar de um colecionador e conhecedor de obra de arte”, resume.

O museu fica na Avenida Sete de Setembro, 2490, no Corredor da Vitória, e funciona de segunda a sexta-feira, exceto às terças, das 14h30 às 18h.

MUNCAB
No Centro Histórico, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) foi a escolha do arquiteto e urbanista João Gabriel. Localizado na Rua das Vassouras, o espaço é dedicado à preservação e valorização da arte, da memória e da identidade negra e diaspórica.

Conheci em 2024 com a exposição ‘Raízes’, que foi uma das primeiras vezes que entrei em um museu e consegui me reconhecer. Não apenas pelas obras, mas pela narrativa”, conta João Gabriel. Segundo ele, a mostra apresentou “a narrativa negra sendo contada fora da perspectiva de sofrimento”, o que criou uma conexão pessoal com o espaço. “Hoje é um dos lugares que preciso visitar sempre que estou na cidade e hoje assino um espaço lá dentro”, acrescenta.

O MUNCAB foi escolhido por João Gabriel e Washington Sousa da Silva (Foto: Divulgação/Daniel Cerqueira).

O MUNCAB também foi escolhido por Washington Sousa da Silva, proprietário da Art Brazil Galeria, no Centro Histórico, e curador de um acervo com mais de 2.500 obras. Para ele, a localização e a temática voltada para a africanidade são os principais diferenciais do museu.

O espaço funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

MAM-BA
Na Avenida Contorno, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) aparece entre os preferidos de dois nomes ligados à arte e à arquitetura. O empresário e galerista Alberto Alban foi direto: “Rapaz, é o meu museu de preferência. Tem um acervo muito bom”.

O MAM Bahia é o preferido de Alberto Alban e Cristina Calumby (Foto: Fernando Barbosa).

Já a arquiteta Cristina Calumby destaca a combinação entre patrimônio, arquitetura, arte e paisagem. “Situado na Avenida Contorno, ele combina patrimônio, arquitetura, arte e uma linda paisagem da Baía de Todos-os-Santos”, afirma. O museu funciona no histórico Solar do Unhão, conjunto arquitetônico do século XVII restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi. Para Cristina, a intervenção transformou o edifício colonial em um espaço dedicado à arte moderna e popular, integrado à vida cotidiana.

Ela também destaca o acervo, que reúne nomes do modernismo brasileiro, como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Djanira, Cícero Dias e Iberê Camargo, além de artistas ligados à Bahia, como Carybé, Mario Cravo Jr., Genaro de Carvalho, Rubem Valentim e Pierre Verger.

A entrada no MAM Bahia é gratuita. O espaço funciona de terça a domingo, das 10h às 18h.

Galeria Mercado
No subsolo do Mercado Modelo, a Galeria Mercado transformou um espaço histórico em um ambiente dedicado à arte e à memória de Salvador. A galeria reúne obras de artistas como Mario Cravo Jr. e Rubem Valentim, além da instalação “Lágrimas”, de Vinícius S.A., criada com mais de 15 mil lâmpadas reutilizadas. O espaço também apresenta uma linha do tempo com fotografias e homenagens a personagens como Camafeu de Oxóssi, Mãe Menininha do Gantois e Mestre Caiçara.

Thais Darzé tem a Galeria do Mercado como o seu museu favotiro em Salvador.

A galerista e curadora Thais Darzé, diretora da Paulo Darzé Galeria, escolheu a Galeria Mercado como seu equipamento cultural favorito em Salvador. A relação é especialmente próxima: ela foi responsável pela concepção do projeto e pela curadoria do espaço. “O que mais me interessa ali é a maneira como um espaço histórico, com uma arquitetura tão singular, foi ativado pela arte”, explica.

A Galeria Mercado funciona de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com gratuidade às quartas-feiras.

 

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