Pioneiro do grime e do drill no Brasil, o rapper baiano VANDAL lançou nesta quinta-feira (13) o álbum VANGUARDAH, novo trabalho que amplia a pesquisa musical desenvolvida pelo artista ao longo da carreira. Com dez faixas, o disco atravessa rap, grime, drill, samba-reggae, pagodão baiano e música afro-sinfônica para construir um retrato da Bahia contemporânea a partir das vivências do artista. O projeto reúne participações de nomes como Russo Passapusso, Josyara, Giovanni Cidreira, Liz Reis, Lívia Nery, SUHHH, Hiran e DJ KL Jay.
O álbum marca também um novo momento na trajetória de VANDAL. A partir do encontro com o produtor Tiago Simões, o artista aprofundou em estúdio ideias que já apareciam em seus trabalhos e apresentações. Russo Passapusso assumiu a direção musical e aproximou o projeto do maestro Ubiratan Marques e da Orquestra Afrosinfônica, resultando em arranjos orquestrais, coros e uma instrumentação inédita na discografia do rapper. A direção artística é assinada por VANDAL e Phodismo, enquanto a mixagem e masterização ficaram a cargo de Luciano Scalercio, que já trabalhou com nomes como Anitta, Matuê, IZA, Ludmilla, Pabllo Vittar, Veigh e Duquesa.
Conhecido nacionalmente desde o lançamento de *TIPOLAZVEGAZH*, em 2015, VANDAL consolidou uma linguagem própria ao aproximar sonoridades globais das referências culturais e das experiências das periferias de Salvador. Em *VANGUARDAH*, essa identidade aparece também na abordagem de temas como religiosidade, memória, afetos, perdas, pertencimento e ancestralidade. A faixa-título foi a primeira a ser concebida e acabou servindo como ponto de partida para o conceito do álbum. “O grande mote desse disco é a vida. Respirar, entender que estou vivo e transformar isso em música”, afirma o artista.