O Museu de Arte da Bahia (MAB) inaugurou, na noite desta quarta-feira (12), a exposição “Flores que Curam”, dedicada a Omolu e às tradições de matriz africana relacionadas ao orixá associado à cura, à saúde e à transformação. A mostra tem entrada gratuita e permanece em cartaz até 12 de setembro.
A abertura reuniu representantes de comunidades de terreiro, artistas, pesquisadores e convidados e foi marcada pela realização de um xirê. Por meio de fotografias e outros registros, a exposição apresenta diferentes expressões de fé, ancestralidade e memória ligadas a Omolu, tradicionalmente celebrado no mês de agosto.
Com curadoria de Antônio Marcos de Oliveira Passos e coordenação geral de Júnior Aficodé, a mostra reúne trabalhos dos fotógrafos Robson Maciel, Lucas Obá Izo e Cristian Dessa. Entre os registros apresentados estão imagens do Sabejé, ritual público de cura dedicado a Omolu, e da carreata “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”.
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Organizada em seis módulos, Flores que Curam aborda a presença de Omolu na diáspora, os saberes relacionados à cura, as narrativas de fé e as diferentes formas de cuidado e transformação presentes nas comunidades de terreiro.

Museu de Arte da Bahia inaugura exposição gratuita em homenagem a Omolu
O deburu e os sentidos da cura
Um dos elementos destacados na exposição é o deburu, conhecido popularmente como pipoca e tradicionalmente presente nos rituais dedicados a Omolu. Na mostra, o alimento integra a narrativa visual e aparece relacionado aos sentidos de cura, renovação e ancestralidade.
A construção da exposição conta com a participação de diferentes terreiros, entre eles Ilê Axé Obá Afonjá Alafin Oyó, Unzó Mutalecí Raízes da Gomeia, Ilê Axé Oiá Dejí, Casa de Sultão e Ilê Axé Ogunja Tiluaê Orubaia.
Idealizada pela Associação Mesa de Ogans Oficial (AMOO), a mostra parte da trajetória da Carreata de Omolu, realizada desde 2018 com a participação de terreiros de Salvador e da Região Metropolitana. A iniciativa reúne comunidades das tradições Angola, Ketu e Jeje em uma manifestação coletiva de fé, ancestralidade e valorização da cultura negra.
Realizada tradicionalmente na terceira semana de agosto, a Carreata reúne Ogans, Tatas, Mametos, Babalorixás, Ialorixás e famílias de santo, fortalecendo os vínculos entre as comunidades participantes e mantendo viva a tradição de homenagear Omolu.
A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h, no Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória.

Museu de Arte da Bahia inaugura exposição gratuita em homenagem a Omolu
Serviço
Exposição: Flores que Curam
Onde: Museu de Arte da Bahia (MAB)
Período: até 12 de setembro de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada: gratuita