Brasil é o 2º destino mais buscado das Américas para viagens internacionais, aponta estudo

Brasil é o 2º destino mais buscado das Américas para viagens internacionais, aponta estudo

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Marcio Filho/MTur

Publicado em 23/07/2026 às 11:47 / Leia em 2 minutos

O Brasil foi o segundo destino mais pesquisado das Américas para viagens internacionais entre maio de 2025 e abril de 2026, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo o relatório Travel Insights 2026: Focus on the Americas, desenvolvido pela Amadeus em parceria com a ONU Turismo.

Quando o levantamento considera as viagens efetivamente reservadas, o país aparece na quarta posição, atrás de Estados Unidos, Canadá e México. No período, o Brasil registrou crescimento de 6% nas reservas realizadas por meio dos Sistemas Globais de Distribuição (GDS), amplamente utilizados pelo mercado internacional de turismo.

Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, os números refletem o interesse crescente dos viajantes pelo país. “O desafio é transformar esse interesse em viagens concretas, ampliando a conectividade aérea, fortalecendo a promoção internacional e diversificando a oferta turística brasileira para alcançar diferentes perfis de visitantes”, afirmou.

O estudo mostra ainda que a maior parte dos turistas que visitam a América do Sul continua vindo de países da própria região, com a Argentina liderando entre os principais mercados emissores. Ao mesmo tempo, os mercados de longa distância têm ampliado o interesse pelo Brasil e pelo continente sul-americano. As buscas cresceram 39% nos Estados Unidos e 35% no Canadá, além de registrarem avanço em mercados asiáticos, especialmente Japão e Filipinas.

Outro destaque é o desempenho da aviação na região. Entre maio de 2025 e abril de 2026, o tráfego aéreo de passageiros na América do Sul avançou 5,5%, superando a média das Américas, que foi de 0,8%.

A tendência acompanha outras projeções para o setor. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), a indústria do turismo na América Central e do Sul deverá crescer 4,1% em 2026, acima da média global de 3,2%. A expectativa é que o segmento movimente US$ 396,4 bilhões na região, o equivalente a 7,5% da economia local.

O crescimento também se reflete nos indicadores brasileiros. No primeiro semestre de 2026, o país recebeu mais de 5,2 milhões de turistas internacionais, segundo melhor resultado da série histórica para o período, atrás apenas de 2025. Os gastos de visitantes estrangeiros também bateram recorde: até maio, somaram US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 24,3 bilhões).

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