O lançamento de “Elize: Sombras de Uma Mulher”, novo filme da Netflix sobre o caso Elize Matsunaga, voltou a despertar o interesse do público por um dos personagens mais preservados dessa história: Helena, filha de Elize e de Marcos Kitano Matsunaga.
Hoje com 16 anos, a adolescente vive sob os cuidados dos avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga. Desde o assassinato do empresário, em 2012, a Justiça determinou que Elize não mantenha contato com a filha, situação que permanece mesmo após a ex-detenta passar a cumprir pena em regime aberto.
Segundo relatos da família Matsunaga, qualquer decisão sobre uma possível reaproximação ficará a cargo de Helena quando ela completar 18 anos. Em entrevistas anteriores, o avô afirmou que a neta terá liberdade para decidir se deseja ou não reencontrar a mãe.
Mesmo distante da filha, Elize escreveu diversas cartas para Helena durante o período em que esteve presa no presídio de Tremembé, em São Paulo. Os textos foram reunidos no livro “Piquenique no Inferno”, no qual a ex-detenta faz declarações de arrependimento e manifesta o desejo de reconstruir o vínculo com a adolescente.
“Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável”, escreveu Elize em um dos trechos da obra.
Em outro momento, ela afirma que nunca desistiu da filha. “Não há a menor possibilidade de desistir de lutar por ti, minha filha.”
De acordo com o jornalista Ullisses Campbell, autor do livro Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido, Helena chegou a manifestar, aos 14 anos, o desejo de reencontrar a mãe. No entanto, a aproximação não aconteceu.
O caso voltou ao centro das discussões após a estreia de “Elize: Sombras de Uma Mulher”, produção da Netflix que revisita o assassinato de Marcos Matsunaga e as circunstâncias que levaram Elize a ser condenada pelo crime que chocou o país.