Conheça os filmes realizados por Luiz Carlos Barreto, expoente do Cinema Novo morto nesta quarta

Conheça os filmes realizados por Luiz Carlos Barreto, expoente do Cinema Novo morto nesta quarta

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

João Bertonie

Reprodução

Publicado em 22/07/2026 às 18:44 / Leia em 3 minutos

O produtor, fotógrafo e jornalista Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira, 22, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Conhecido como Barretão, ele estava internado desde o início da semana no Hospital Copa Star, tratando uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.

Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Barreto começou a carreira como fotojornalista da revista O Cruzeiro, onde chegou a atuar como correspondente internacional e fotografou nomes como Marilyn Monroe, Frank Sinatra e Fidel Castro. A aproximação com o cinema veio depois de um encontro com o baiano Glauber Rocha durante as filmagens de “Barravento”, episódio que o levou a se tornar uma das figuras centrais do Cinema Novo.

Ao lado da mulher, a produtora Lucy Barreto, com quem foi casado por 71 anos, fundou a produtora LC Barreto, responsável por mais de 80 produções e coproduções ao longo de mais de seis décadas. Foi por meio da empresa que Barretão ajudou a projetar o cinema brasileiro no exterior e a transformar a atividade em indústria, além de ter dialogado diretamente com censores e ditadores durante o regime militar em defesa da produção nacional.

Conheça os principais filmes produzidos por Barretão

“A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965)

Dirigido por Roberto Santos e baseado em conto de Guimarães Rosa, foi um dos marcos do Cinema Novo e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, em 1966.

“Vidas Secas” (1963)

Clássico de Nelson Pereira dos Santos, adaptação do romance de Graciliano Ramos, é considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro.

“Terra em Transe” (1967)

Produzido ao lado do próprio Glauber Rocha, de Cacá Diegues e de Zelito Viana, acompanha um jornalista idealista em um país fictício às voltas com a instabilidade política. Também concorreu à Palma de Ouro em Cannes.

“Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976)

Dirigido pelo filho Bruno Barreto e baseado em romance de Jorge Amado, foi durante 34 anos a maior bilheteria da história do cinema brasileiro e consolidou Sônia Braga como estrela internacional.

“Bye Bye Brasil” (1979)

Dirigido por Cacá Diegues e estrelado por José Wilker e Betty Faria, acompanha uma trupe de artistas itinerantes pelo interior do país e reforçou a presença brasileira em Cannes.

“Memórias do Cárcere” (1984)

Também de Nelson Pereira dos Santos, é uma adaptação da obra autobiográfica de Graciliano Ramos sobre sua prisão durante o Estado Novo.

“O Quatrilho” (1995)

Dirigido pelo filho Fábio Barreto, recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

“O Que É Isso, Companheiro?” (1997)

Dirigido por Bruno Barreto, também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e recolocou o Brasil entre os protagonistas do cinema mundial.

“Bossa Nova” (2000)

Comédia romântica dirigida por Bruno Barreto, ambientada no Rio de Janeiro.

“Lula, o Filho do Brasil” (2009)

Dirigido por Fábio Barreto, retrata a trajetória de vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia