Frente fria: Anvisa aprova nova vacina contra gripe com 73% de eficácia; saiba quem poderá receber

Frente fria: Anvisa aprova nova vacina contra gripe com 73% de eficácia; saiba quem poderá receber

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 14/07/2026 às 12:56 / Leia em 4 minutos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro da Fluprevli, uma nova vacina trivalente contra a gripe que poderá ser aplicada em pessoas a partir de seis meses de idade para a prevenção de infecções causadas pelos vírus influenza A e influenza B.

Com a aprovação, a vacina poderá ser comercializada no Brasil, embora ainda dependa de novas etapas para eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde.

Segundo a Anvisa, os estudos clínicos apresentados pela fabricante demonstraram que a Fluprevli alcançou eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.

A agência também informou que os testes apontaram elevados índices de soroproteção, quando o organismo desenvolve níveis adequados de anticorpos para combater o vírus, e de soroconversão, que indica a resposta do sistema imunológico após a vacinação.

Os resultados foram considerados suficientes para comprovar a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante, levando à concessão do registro sanitário.

O que é a influenza?

A influenza, conhecida popularmente como gripe, é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e provoca surtos sazonais todos os anos.

Além de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, resultando em internações e até mortes.

Entre os grupos com maior risco de complicações estão:

  • crianças pequenas;
  • idosos;
  • gestantes;
  • pessoas com doenças crônicas ou outras comorbidades.

Por esse motivo, esses públicos são prioridade nas campanhas anuais de vacinação contra a gripe.

Vacina ainda não está disponível no SUS

Apesar da aprovação pela Anvisa, a Fluprevli ainda não será oferecida pelo SUS. Para isso, o imunizante precisará passar por uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por avaliar a eficácia, a segurança e o custo-benefício da vacina para a rede pública.

Após essa etapa, caberá ao Ministério da Saúde decidir sobre a incorporação do imunizante ao calendário nacional de vacinação. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão desse processo.

 

Frio aumenta os casos de gripe? 

Com a chegada das frentes frias e das temperaturas mais baixas, cresce também o número de pessoas com sintomas como tosse, coriza, febre e dor de garganta. Mas, afinal, o frio causa gripe?

A resposta é não. A gripe é causada pelo vírus influenza, e não pela baixa temperatura. No entanto, o frio cria condições que favorecem a transmissão do vírus e explicam o aumento dos casos durante o inverno.

Especialistas explicam que o aumento das infecções respiratórias nesta época do ano ocorre por uma combinação de fatores.

Nos dias frios, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar. Essa proximidade facilita a transmissão do vírus por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.

Além disso, o ar mais frio e seco pode ressecar as mucosas do nariz e da garganta, reduzindo uma das principais barreiras naturais do organismo contra vírus e outros microrganismos.

Embora muitas pessoas associem a doença à exposição ao frio, ficar em um ambiente gelado ou tomar chuva não provoca gripe por si só. A infecção só acontece quando há contato com o vírus influenza. O frio, entretanto, favorece sua circulação e aumenta a probabilidade de transmissão, especialmente em locais fechados e com aglomerações.

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