A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro da Fluprevli, uma nova vacina trivalente contra a gripe que poderá ser aplicada em pessoas a partir de seis meses de idade para a prevenção de infecções causadas pelos vírus influenza A e influenza B.
Com a aprovação, a vacina poderá ser comercializada no Brasil, embora ainda dependa de novas etapas para eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde.
Segundo a Anvisa, os estudos clínicos apresentados pela fabricante demonstraram que a Fluprevli alcançou eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.
A agência também informou que os testes apontaram elevados índices de soroproteção, quando o organismo desenvolve níveis adequados de anticorpos para combater o vírus, e de soroconversão, que indica a resposta do sistema imunológico após a vacinação.
Os resultados foram considerados suficientes para comprovar a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante, levando à concessão do registro sanitário.
O que é a influenza?
A influenza, conhecida popularmente como gripe, é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e provoca surtos sazonais todos os anos.
Além de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, resultando em internações e até mortes.
Entre os grupos com maior risco de complicações estão:
- crianças pequenas;
- idosos;
- gestantes;
- pessoas com doenças crônicas ou outras comorbidades.
Por esse motivo, esses públicos são prioridade nas campanhas anuais de vacinação contra a gripe.
Vacina ainda não está disponível no SUS
Apesar da aprovação pela Anvisa, a Fluprevli ainda não será oferecida pelo SUS. Para isso, o imunizante precisará passar por uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por avaliar a eficácia, a segurança e o custo-benefício da vacina para a rede pública.
Após essa etapa, caberá ao Ministério da Saúde decidir sobre a incorporação do imunizante ao calendário nacional de vacinação. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão desse processo.
Frio aumenta os casos de gripe?
Com a chegada das frentes frias e das temperaturas mais baixas, cresce também o número de pessoas com sintomas como tosse, coriza, febre e dor de garganta. Mas, afinal, o frio causa gripe?
A resposta é não. A gripe é causada pelo vírus influenza, e não pela baixa temperatura. No entanto, o frio cria condições que favorecem a transmissão do vírus e explicam o aumento dos casos durante o inverno.
Especialistas explicam que o aumento das infecções respiratórias nesta época do ano ocorre por uma combinação de fatores.
Nos dias frios, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar. Essa proximidade facilita a transmissão do vírus por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
Além disso, o ar mais frio e seco pode ressecar as mucosas do nariz e da garganta, reduzindo uma das principais barreiras naturais do organismo contra vírus e outros microrganismos.
Embora muitas pessoas associem a doença à exposição ao frio, ficar em um ambiente gelado ou tomar chuva não provoca gripe por si só. A infecção só acontece quando há contato com o vírus influenza. O frio, entretanto, favorece sua circulação e aumenta a probabilidade de transmissão, especialmente em locais fechados e com aglomerações.