A Copa do Mundo de 2026 caminha para se tornar o maior evento de apostas da história. A expectativa é que o torneio movimente mais de US$ 50 bilhões em apostas ao redor do mundo, cerca de US$ 15 bilhões acima do registrado na Copa do Catar. O crescimento é impulsionado pelo novo formato da competição, que reúne 48 seleções e amplia o calendário para 104 partidas, além da expansão da regulamentação das apostas esportivas nos Estados Unidos.
O interesse já pode ser percebido em plataformas especializadas. No Polymarket, por exemplo, o mercado de previsões sobre o campeão mundial já acumulou US$ 1,8 bilhão em negociações, ficando atrás apenas dos contratos relacionados às eleições presidenciais americanas.
No Brasil, o avanço desse mercado também intensificou o debate sobre a publicidade de casas de apostas durante as transmissões esportivas. Detentora dos direitos digitais de todos os jogos da Copa, a CazéTV passou a ser alvo de críticas por exibir anúncios de bets e por incluir, durante as partidas, comentários com palpites e divulgação de odds em tempo real, prática que parte do público considera um incentivo ao jogo e à normalização das apostas.
A discussão chegou ao campo jurídico. A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a proibição da promoção de casas de apostas por narradores e comentaristas durante transmissões ao vivo. O MPF abriu uma investigação para apurar possível publicidade abusiva.
Em resposta às críticas, Casimiro Miguel afirmou que o mercado de direitos de transmissão esportiva se tornou altamente inflacionado e que parcerias comerciais robustas, como as firmadas com empresas de apostas, são fundamentais para viabilizar a oferta gratuita das transmissões ao público.