Estudantes de Salvador criam carrinho de Lego que recolhe lixo de praias de forma autônoma

Estudantes de Salvador criam carrinho de Lego que recolhe lixo de praias de forma autônoma

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Gabriel Pinheiro/Secti BA

Publicado em 15/06/2026 às 09:39 / Leia em 2 minutos

A preocupação com o meio ambiente e a preservação dos ecossistemas marinhos levou quatro estudantes do Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella, no bairro do Cabula, em Salvador, a desenvolver um carrinho autônomo capaz de recolher lixo acumulado na areia das praias.

Orientados pelos professores Alex Fonseca e Sâmara Azevedo, os alunos Guilherme Oliveira, Laís Barreto, Vitória Barreto e Yasmym Andrade integram o clube de ciências da escola e utilizam as aulas de robótica para criar soluções com impacto positivo para a comunidade.

Protótipo é feito com peças de Lego | Foto: Gabriel Pinheiro/Secti BA

Segundo Vitória e Yasmym, a ideia surgiu após uma pesquisa sobre a poluição marinha. “Fizemos uma pesquisa sobre como os lixos jogados nas praias podem ficar décadas boiando”, dizem. “Como nossa escola já possuí o laboratório completo de robótica, pensamos em, com o conhecimento que tínhamos, usar o material Lego Technic para a confecção do protótipo”, complementam.

O desenvolvimento do projeto exigiu planejamento e criatividade. “Fizemos desenhos de como poderia ser o protótipo e usamos nossa criatividade e conhecimento para montar os motores e as bases dele em lego. Também adaptamos as rodas do carro com esteira para facilidade de locomoção em solo arenoso”, afirma Vitória.

Foto: Gabriel Pinheiro/Secti BA

Além de contribuir para a limpeza das praias, o carrinho foi pensado com foco na sustentabilidade, já que dispensa o uso de combustíveis fósseis. O protótipo está em fase final de desenvolvimento e sucede modelo parecido em forma de barco, que os estudantes anunciaram em maio (veja vídeo abaixo). “Nós já concluímos o mecanismo do protótipo, mas o próximo passo é criar um casco pra ele utilizando a impressora 3D fornecida pelo colégio no laboratório maker”, destaca Guilherme Oliveira.

A expectativa dos estudantes é aprimorar o equipamento e transformá-lo em uma ferramenta capaz de auxiliar no combate ao acúmulo de resíduos em áreas litorâneas, unindo tecnologia, educação e preservação ambiental.

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