A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, compartilhou nesta segunda-feira (10), nas redes sociais, uma conversa que teve com a filha caçula, Maria Fernanda, 6, sobre o assassinato da irmã.
Ao responder a uma seguidora que perguntou se a menina já sabia “exatamente o que aconteceu com a Isa”, Ana Carolina contou que, durante um banho, Maria Fernanda começou a fazer perguntas sobre Isabella Nardoni e sobre Alexandre Nardoni, pai da criança. Uma das questões feitas pela menina foi a que mais a abalou.
“Uma das perguntas muito fortes que ela me faz é: ‘o que a Isabella fez para que o pai dela fizesse isso com ela?’ E essa é uma pergunta que me dói, me dói porque muitas crianças estão vivendo nesse contexto, de achar que têm que ser punidas por algo que elas fizeram”, contou.
Ana Carolina afirmou que explicou à filha que Isabella não teve qualquer culpa pelo que aconteceu. “Eu disse que ela não fez nada. Que mesmo que ela tivesse errado ou quebrado alguma coisa, ela não teria o direito de perder a sua vida”, afirmou.
Ela também revelou que Maria Fernanda fez outras perguntas para as quais não encontrou respostas imediatas. Ainda assim, disse que prefere manter uma relação baseada na sinceridade e no diálogo. “Eu procurei não esconder nada dela. Mas que eu deixasse isso claro na vida dela. E ela ficou bem, graças a Deus. Então o diálogo é algo que acontece demais aqui na minha casa e eu priorizo”, contou emocionada.
Atualmente, Ana Carolina Oliveira é casada com Vinícius Francoman, com quem teve Miguel e Maria Fernanda. Em publicações anteriores, ela já havia revelado que o filho mais velho também conhece os detalhes do caso envolvendo Isabella Nardoni.
“Durante anos, eu tentei procurar formas de contar para os meus filhos o que tinha acontecido. Miguel, na época do documentário, soube mais. E hoje ela sabe, a Maria Fernanda tem 6 anos e sabe”, afirmou.
Ver essa foto no Instagram
Isabella Nardoni foi assassinada em 2008, aos 5 anos, em um caso que teve grande repercussão no país. O pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime.