Energia solar impulsiona solução criada por pesquisadores baianos para o semiárido

Energia solar impulsiona solução criada por pesquisadores baianos para o semiárido

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 08/06/2026 às 12:09 / Leia em 2 minutos

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) promete ampliar o aproveitamento da energia solar no semiárido baiano. O projeto consiste em um sistema modular automático capaz de aquecer e armazenar água, com aplicações que vão desde o uso doméstico até o apoio à agricultura familiar e à agroindústria.

Criada por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, a solução foi pensada para atender às necessidades de uma região marcada por altas temperaturas e longos períodos de estiagem. Segundo os idealizadores, o equipamento permite gerar e armazenar água quente de forma eficiente, utilizando energia limpa e de baixo custo.

De acordo com o professor Marcus Americano da Costa, um dos coordenadores da iniciativa, a tecnologia poderá contribuir para diferentes atividades produtivas e, futuramente, ser integrada a um dessalinizador modular também em desenvolvimento pela equipe.

“Isso permitirá a produção de água doce a partir da água salobra disponível no subsolo da região, sem o uso de fontes poluentes de energia”, explica o pesquisador.

O protótipo tem capacidade para tratar cerca de 40 litros de fluido por dia, alcançando temperaturas superiores a 75°C por mais de três horas. Entre os diferenciais estão a estrutura desmontável e transportável, que facilita a utilização em pequenas propriedades rurais, além de um sistema automatizado que reduz a necessidade de intervenções manuais.

A tecnologia teve origem na pesquisa de mestrado de Bruno Nascimento, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial da Ufba, sob orientação dos professores Karen Valverde Pontes e Marcus Americano. O projeto conta com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e reúne ainda pesquisadores da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A invenção já teve patente depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reforçando o potencial da pesquisa baiana para desenvolver soluções sustentáveis voltadas aos desafios do semiárido.

 

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