Projeto cultiva mais de 3 mil colônias de corais na Baía de Todos-os-Santos

Projeto cultiva mais de 3 mil colônias de corais na Baía de Todos-os-Santos

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 05/06/2026 às 15:38 / Leia em 2 minutos

O projeto Corais de Maré alcançou a marca de 3.181 colônias de corais cultivadas e em desenvolvimento na Baía de Todos-os-Santos. A iniciativa atua em uma área de aproximadamente 7 mil metros quadrados na Ilha de Maré, em Salvador, e acaba de completar quatro anos de atividades.

Desenvolvido pela Carbono 14 em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e o Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA), o projeto utiliza uma tecnologia inédita para estimular o crescimento do coral nativo Millepora alcicornis, conhecido popularmente como Coral de Fogo. A iniciativa conta com patrocínio da Braskem.

Os resultados foram divulgados na semana em que é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos, comemorado em 8 de junho. Segundo o oceanógrafo Igor Cruz, professor do Instituto de Geociências da Ufba e integrante do projeto, a quantidade de corais da espécie praticamente dobrou nos recifes onde ocorrem as intervenções.

“Temos mais colônias e colônias maiores, que estão crescendo justamente nos locais onde há intervenção nossa, quando comparados com outros recifes da região”, destacou.

Além da recuperação dos recifes, o Corais de Maré também investe em ações de educação ambiental e conscientização. Ao longo dos últimos quatro anos, palestras, oficinas, fóruns, mutirões de limpeza e atividades em escolas e universidades envolveram diretamente 983 pessoas e alcançaram outras 3.930 de forma indireta.

Entre as iniciativas está o programa Corais de Maré Vai à Escola, que, no último ano, passou por quatro escolas da rede municipal de Ilha de Maré, envolvendo 233 estudantes e 17 professores.

O projeto também promoveu ações de limpeza ambiental. Em novembro, uma operação de limpeza submarina na Praia de Santana recolheu 42,5 quilos de resíduos. Já na localidade de Bananeiras, foram retirados cerca de 130 quilos de lixo da faixa de areia e da área de manguezal.

Para José Roberto Caldas, conhecido como Zé Pescador, CEO da Carbono 14 e idealizador da iniciativa, os resultados demonstram a importância de unir conservação ambiental, ciência e participação comunitária. “O projeto consolidou a cultura oceânica em comunidades tradicionais, permitindo que elas participassem do processo de recuperação dos corais e discutissem temas importantes, como os efeitos da crise climática”, afirmou.

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