Cidade baiana pode ganhar título de “Capital do Cuscuz”

Cidade baiana pode ganhar título de “Capital do Cuscuz”

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 05/06/2026 às 12:05 / Leia em 2 minutos

O deputado estadual Pedro Tavares apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia um projeto de lei que concede ao município de Ibititá o título oficial de Capital do Cuscuz. A proposta busca reconhecer uma tradição cultural e gastronômica já amplamente associada à cidade por moradores, visitantes e pela população da região.

Segundo o parlamentar, o cuscuz é um dos principais símbolos da identidade cultural de Ibititá e representa uma tradição que atravessa gerações.

“Este projeto contribuirá para a geração de emprego e renda, além de consolidar a imagem de Ibititá como uma das principais referências gastronômicas da Bahia”, argumenta.

Caso a proposta seja aprovada, o Governo da Bahia poderá desenvolver ações de divulgação e valorização do título em todo o estado, fortalecendo a imagem do município como referência gastronômica.

Festival do Cuscuz movimenta turismo e economia local

Um dos principais argumentos do projeto é a realização anual do tradicional Festival do Cuscuz de Ibititá, promovido no mês de maio. O evento reúne degustações da famosa cuscuzeira gigante, apresentações culturais, concursos gastronômicos, exposição de produtos derivados do cuscuz e atrações populares.

A programação também inclui manifestações culturais e esportivas, como quadrilhas juninas e a tradicional Corrida do Cuscuz, realizada durante as comemorações do aniversário de emancipação política do município.

O projeto também prevê o reconhecimento oficial do Festival do Cuscuz como manifestação cultural de interesse social e turístico para o município.

Produção de milho fortalece tradição gastronômica

Na justificativa da proposta, o deputado destaca que Ibititá se sobressai na produção de milho, principal ingrediente do cuscuz, um dos alimentos mais tradicionais da culinária baiana e nordestina.

Para o parlamentar, o prato vai além da gastronomia e representa identidade cultural, soberania alimentar e preservação de tradições familiares. O preparo artesanal e o consumo compartilhado ajudam a fortalecer vínculos comunitários e a transmitir conhecimentos entre diferentes gerações.

A criatividade dos produtores locais também contribuiu para ampliar a relevância econômica do alimento. Atualmente, o município produz receitas inovadoras derivadas do cuscuz, como sorvete e licor, que atraem turistas e despertam a curiosidade dos visitantes.

 

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia