Enquanto os filhos mais velhos seguiram caminhos distantes dos holofotes, a caçula de Angélica e Luciano Huck parece estar cada vez mais interessada no universo artístico. Aos 13 anos, Eva vem demonstrando o desejo de atuar e já começou a falar sobre participar de testes para produções, cenário que fez a apresentadora refletir sobre os desafios de uma carreira iniciada ainda na adolescência.
Durante uma conversa com Fátima Bernardes e Bia Bonemer em um canal no YouTube, Angélica contou como tem lidado com a vontade da filha de ingressar profissionalmente na atuação.
Segundo a apresentadora, o desejo de Eva não é recente. Desde pequena, a adolescente demonstra interesse pelo meio artístico, mas nos últimos meses as conversas passaram a acontecer de forma mais concreta e madura.
“A gente conversa sempre. Desde o início, eu dizia: ‘Tem que estudar muito’. Não queria que ela dissesse ‘quero fazer a novela, me coloca em tal lugar’. Isso não existe. Ela foi crescendo, estudando muito e, agora, temos conversas mais: ‘Posso fazer um teste?’”, contou.
Angélica explicou que somente recentemente começou a considerar a possibilidade de permitir que a filha participe de seleções para trabalhos na área.
Ao falar sobre o tema, Angélica revelou que sempre procurou separar uma vontade verdadeira da influência exercida pelo ambiente em que Eva cresceu. Filha de duas figuras conhecidas da televisão brasileira, a adolescente convive desde cedo com o universo da fama e da comunicação. Por isso, a apresentadora preferiu agir com cautela antes de incentivar qualquer passo profissional.
“Meses atrás, comecei a liberá-la para isso. Sempre segurei um pouco com a sensação de… queria saber se era um desejo e talento dela, ou era um ambiente que a levava para isso. Não só por mim e Luciano, mas pelo TikTok, influenciadores…”, explicou.
A preocupação também está diretamente ligada à própria trajetória de Angélica. A apresentadora iniciou a carreira ainda criança, primeiro como modelo aos quatro anos de idade e, posteriormente, como apresentadora durante a adolescência.
Por ter vivido de perto os benefícios e os desafios da exposição precoce, ela afirma analisar a situação da filha sob uma perspectiva diferente.
“É muito difícil. Eu comecei muito nova. Sei tudo que eu ganhei e tudo que perdi. Sei da vida que minha filha tem, que eu nunca tive”, afirmou.
Durante a entrevista, Angélica destacou que não se refere apenas às questões materiais quando compara sua infância à da filha. Para ela, experiências comuns da adolescência, liberdade para viver determinadas fases e a construção da própria identidade são aspectos fundamentais que Eva deve aproveitar antes de assumir compromissos profissionais mais intensos.
“Não falo só de questões materiais, mas de liberdade, de infância, adolescência, vivendo coisas que não vivi. E acho importante viver. Além disso, quantas pessoas começaram comigo e não aconteceram? Quero entender qual a história dela”, disse.
Mesmo adotando uma postura cautelosa, Angélica sempre incentivou o desenvolvimento artístico da filha. Ao longo dos anos, Eva frequentou aulas de teatro e dança, atividades que ajudaram a estimular o interesse pela atuação.
Segundo a apresentadora, essas experiências serviram como ferramentas para que a adolescente pudesse explorar suas aptidões de maneira natural e sem pressão.
Durante o bate-papo, Fátima Bernardes e Bia Bonemer sugeriram que a apresentadora encarasse o desejo da filha de forma mais leve, sem que a adolescente sentisse a obrigação de transformar imediatamente o interesse em uma carreira profissional.
Ao refletir sobre o comentário, Angélica reconheceu que o momento atual é diferente do passado.
“Vocês têm razão. Antes, era um desejo infantil dela, agora eu presto mais atenção. Justamente porque vejo mais maturidade nas conversas. Mas enquanto ainda sinto uma fragilidade, prefiro dar uma segurada.”