Junho pode ter chuva acima do normal em Salvador após maio com volume abaixo da média

Junho pode ter chuva acima do normal em Salvador após maio com volume abaixo da média

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Elias Dantas/Alô Alô Bahia

Publicado em 03/06/2026 às 10:48 / Leia em 3 minutos

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) realizou 1.416 vistorias em imóveis e áreas de risco da capital baiana durante o mês de maio, dentro das ações da Operação Chuva. As principais ocorrências registradas foram ameaças de desabamento (509), orientações técnicas (287) e ameaças de deslizamento (231).

Como medida preventiva, a Codesal e a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) aplicaram 15.572 m² de lona plástica em 116 pontos da cidade para impermeabilizar encostas e reduzir o risco de deslizamentos. No mesmo período, o Setor de Atendimento à Comunidade em Áreas de Risco cadastrou 732 famílias para atendimento social junto à Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre).

Apesar da frequência das chuvas, maio terminou com volume abaixo da média histórica. Segundo a estação de referência de Ondina, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado do mês foi de 209,4 milímetros, cerca de 30,7% inferior à normal climatológica de 302,2 mm. O histórico mostra que o maio mais chuvoso da última década foi o de 2020, quando Salvador acumulou 489,1 mm, volume muito acima da média para o período.

Os maiores índices pluviométricos foram registrados nos bairros da Calçada (237,8 mm), Massaranduba (236,4 mm), Caixa d’Água (230,4 mm), Barra/Vila Naval (229,4 mm), Rio Vermelho (227,8 mm), Barris (221,4 mm), Federação (218,2 mm), Brotas/Codesal (212,2 mm), Ondina (209,4 mm) e Pau Miúdo (204,2 mm).

Para junho, porém, a tendência é de aumento das precipitações. A previsão aponta acumulados acima da normal climatológica do mês, estimada em 237,6 mm, devido à atuação de sistemas meteorológicos como frentes frias, cavados e áreas de baixa pressão atmosférica. Na manhã de terça-feira (2), alguns bairros da cidade já haviam acumulado quase 40% da chuva prevista para todo o mês em apenas dois dias.

Outro fator que reforça o monitoramento é a possibilidade de formação do fenômeno El Niño nos próximos meses. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 82% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno entre junho e julho. A projeção indica ainda que ele poderá permanecer ativo até o período entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, quando a chance de ocorrência sobe para 96%.

“A Defesa Civil de Salvador realiza, ao longo de todo o ano, ações preventivas nas áreas de risco da capital com o objetivo de preservar vidas, especialmente durante o período mais chuvoso, entre abril e junho. Nesse contexto, as vistorias são realizadas diariamente, seja a partir de solicitações dos moradores, seja por meio de demandas encaminhadas pelos órgãos parceiros da Operação Chuva”, afirma o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira.

A Defesa Civil orienta a população a acionar o órgão ao identificar sinais de risco, como escorregamentos de terra, rachaduras, estalos em paredes, postes inclinados ou outras alterações no terreno. O atendimento funciona 24 horas por dia pelo telefone gratuito 199.

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