Salvador acumulou aproximadamente 160 mm de chuva nas últimas 72 horas, após um fim de semana marcado por precipitações intensas provocadas pela atuação de uma frente fria associada a um sistema meteorológico conhecido como cavado. Apesar do volume expressivo, a tendência é de redução das chuvas nesta segunda-feira (1º) e terça-feira (2), antes da chegada de uma nova frente fria prevista para quarta-feira (3).
De acordo com o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), os maiores acumulados dos últimos três dias foram registrados na Barra (157 mm), Barris (148,2 mm), Rio Vermelho (147,8 mm), Ondina (143,4 mm) e Federação (136,9 mm). A cidade permanece em nível de Observação, após amanhecer sob alerta.
“A frente fria associada ao ‘cavado’ perderá força ao longo desta segunda-feira e amanhã já teremos tempo mais firme. As chuvas nestes dias serão fracas ou moderadas. Porém, a partir de quarta-feira, uma nova frente fria vai provocar chuvas moderadas a fortes na nossa cidade, trazendo também rajadas fortes de vento”, explicou o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Adriano Silveira.
Segundo o gestor, embora o volume registrado tenha sido significativo, as chuvas atingiram com maior intensidade áreas menos sensíveis da cidade e tiveram menor impacto em regiões monitoradas por sirenes de alerta.
Nas últimas 24 horas, os maiores acumulados foram observados no Rio Vermelho (79,8 mm), Barra – Vila Naval (70,4 mm), Chapada do Rio Vermelho (69,2 mm) e Ondina (61 mm). Também foram registradas rajadas de vento de até 37,4 km/h em Coutos. Durante o fim de semana, os ventos chegaram a 45 km/h, acima dos patamares considerados fracos ou moderados.
O cavado é um sistema meteorológico que favorece a ocorrência de grandes volumes de chuva, além de ventos fortes, raios e trovões. Neste episódio, porém, não houve registros de descargas elétricas ou trovões.
“A cada ano, os volumes de chuva aumentam em decorrência dos fenômenos climáticos, o que exige dos governantes em todo o mundo mais investimentos em estações meteorológicas, geotécnicas, hidrológicas e pluviométricas, além de tecnologias de proteção e contenção de encostas, entre outras ações que contenham a erosão costeira e medidas que tornem as cidades mais seguras e resilientes”, afirmou Adriano.