A edição 2026 do Prêmio Sim à Igualdade Racial volta a reforçar o protagonismo baiano na produção cultural, educacional e empreendedora do país. Promovida pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a premiação reconhece iniciativas, artistas, intelectuais e lideranças que atuam na promoção da equidade racial no Brasil. Neste ano, a cerimônia será gravada em 13 de maio, no Rio de Janeiro, com transmissão marcada para 24 de maio no YouTube do ID_BR e exibição na TV Globo após o “Fantástico”.
Com o tema “2026: o ano surreal”, o prêmio aposta no conceito de “Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano”, que propõe transformar o que historicamente foi tratado como impossível em ferramenta de transformação social e política. A apresentação ficará por conta de Ícaro Silva, Luana Génot e Tom Mendes.
Entre os destaques ligados à Bahia está o Bando de Teatro Olodum, finalista na categoria Arte em Movimento, do Pilar Cultura. Reconhecido como a companhia negra de maior longevidade do teatro baiano, o grupo foi recentemente declarado Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador e concorre ao lado de nomes como Dalton Paula, DJ Eric Terena, o projeto “O Futuro é Ancestral” e o Zumví Arquivo Afro Fotográfico, nascido nas periferias de Salvador com o objetivo de registrar a cultura, a política e a vida cotidiana da população negra sob uma perspectiva de autoria negra.
A cena cultural baiana também aparece representada, agora no campo da influência digital, pelo comunicador baiano Raoni Oliveira, que está entre os finalistas de Influência e Representatividade Digital. Já no Pilar Educação, a educadora e escritora baiana Bárbara Carine disputa a categoria Intelectualidade. Conhecida por sua atuação em práticas pedagógicas antirracistas e pela popularização da ciência nas redes sociais, Bárbara se consolidou como uma das principais vozes da educação inclusiva no país, à frente da escola Maria Felipa, no Rio e em Salvador.
A Bahia também marca presença no Pilar Empregabilidade com a marca Dendezeiro, criada por Hisan Silva e Pedro Batalha. Finalista em Trajetória Empreendedora, a grife ganhou projeção nacional ao unir streetwear, alfaiataria, identidade afro-brasileira e referências da cultura baiana.
Além dos indicados, artistas baianos também integram a programação musical da premiação. Entre as atrações confirmadas está Melly, que se apresenta junto com artista como Péricles e Lucy Alves, ampliando a presença da Bahia em uma edição que promete destacar diferentes expressões afro-indígenas do país.
Criado em 2018, o Prêmio Sim à Igualdade Racial se consolidou como uma das principais iniciativas de reconhecimento da pauta racial na América Latina, valorizando trajetórias, projetos e organizações que impactam diretamente a sociedade brasileira. Até mesmo nos bastidores, a Bahia se faz presente. O prêmio tem roteiro do jornalista baiano Dimas Novais, um dos criadores do Negritudes Globo.
Confira todos os finalistas do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026:
Pilar Cultura
Arte em Movimento
- Bando Teatro Olodum
- Sertão Negro – Dalton Paula
- DJ Eric Terena
- Projeto “O Futuro é Ancestral”
- Souto
- Zumví Arquivo Afro Fotográfico
Influência e Representatividade Digital
- Camilla Apresentação – Preta Letrada
- Cunhaporanga (Maira Gomez)
- Igão e Mítico – Podpah
- Raoni Oliveira
- Xohãhi Pataxó
Raça em Pauta
- Angu de Grilo
- Ponte Jornalismo
- Rádio Nacional dos Povos
Pilar Educação
Educação e Oportunidades
- Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
- Educafro
- Instituto da Hora
Intelectualidade
- Bárbara Carine
- Michel Alcoforado
- Yamaluí Kuikuro
- Daniel Munduruku
- Kátia Schweickardt
- Tia Surica
Pilar Empregabilidade
Liderança
- Debora Mattos
- Fernanda Lopes Larsen
- Luana Ozemela
Trajetória Empreendedora
- Hisan Silva e Pedro Batalha | Dendezeiro
- Takumã Kuikuro
- Thallita Flor