O programa Sou Salvador promoveu, nesta segunda-feira (27), a qualificação de 50 permissionários do setor de bares e restaurantes do Mercado Modelo, m dos mais significativos pontos turísticos da cidade. A capacitação aconteceu na sede do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra e abordou temas como atendimento, precificação, abordagem e atendimento a turistas, além de como atuar em grandes eventos, como Carnaval, Natal e Réveillon. Em sua última etapa, o projeto tem como objetivo fortalecer competências e habilidades dos profissionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e geração de renda.
De acordo com a coordenadora de Qualificação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Saliha Rachid, mais trabalhadores serão beneficiados pelo programa nas próximas fases. “Estamos encerrando esta etapa, mas preparando uma nova licitação que abarcará ainda os trabalhadores da economia do mar, como pescadores, marisqueiras, ambulantes das praias e aquelas pessoas que fazem rodar a economia nos bairros”, afirma.
“Com a grande rotatividade de funcionários temporários e o curto ciclo de permanência na atividade, notamos que seria preciso realizar novas qualificações, a fim de preparar melhor as pessoas que vão receber esses turistas. O Mercado Modelo trabalha exclusivamente com turismo, e isso é um diferencial”, acrescenta Fabiana Moura, coordenadora de Feiras e Mercados da Secretaria Municipal de Ordem Pública.
Proprietária do restaurante Maria de São Pedro, tradicional espaço no Mercado Modelo, a empresária Maria das Graças atua há 40 anos no local e gerencia uma equipe de 27 funcionários. “Buscar qualificação e conscientização é um presente para o Mercado Modelo. Essa capacitação é um respeito a todos nós, comerciantes e turistas. É necessário respeitar o nome do Mercado, valorizando e preservando esse ponto turístico“, afirma.
Representante do restaurante Camafeu de Oxóssi, o empresário Júlio Calado completa 50 anos de Mercado Modelo em 2026. “Atender o turista é algo muito especial. O baiano tem seu jeito peculiar, mas também é preciso cuidar daquilo que é esperado; sem ferir nossa cultura e respeitando o outro como visitante, dar a devida atenção e cuidar de ter uma boa receptividade para recebê-los bem”, diz.

Foto: Bruno Concha / Secom