O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a construção do novo campus integrado do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, com investimento de R$ 1,1 bilhão. O projeto, que deve ter as obras iniciadas ainda este ano, promete ampliar em 40% a capacidade de atendimento em radioterapia e quimioterapia e é apontado como um marco para a oncologia pública no país.
A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera por atendimentos no SUS, e prevê a integração de serviços atualmente distribuídos em diferentes unidades do instituto. O novo complexo será construído ao lado do Hospital do Câncer I, na Praça da Cruz Vermelha, com modernização da estrutura existente, ampliação do edifício-sede e implantação de novos serviços.
“É uma iniciativa estratégica para modernizar a infraestrutura oncológica nacional e consolidar, em um único complexo, até 18 unidades do Instituto. Vamos integrar assistência, pesquisa e formação de profissionais. Nosso esforço é para garantir o uso pleno da capacidade dessas unidades e ampliar o acesso da população”, afirma Padilha.
Entre os principais avanços previstos estão a criação de até 450 novos leitos hospitalares, aumento de 20% no número de salas cirúrgicas e a ampliação do acesso a pesquisas clínicas, que pode saltar de 5% para até 30% dos pacientes. A proposta busca fortalecer não só a assistência, mas também o ensino e a produção científica na área.
O projeto também inaugura um modelo inédito de financiamento, sendo a primeira Parceria Público-Privada (PPP) federal na saúde. A iniciativa envolve, além do Ministério da Saúde e do INCA, instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Casa Civil e o Programa de Parcerias de Investimentos.