A Bahia firmou sua posição como uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no país ao registrar 83.570 chegadas internacionais por via aérea no primeiro trimestre de 2026, garantindo lugar no Top 5 nacional. O desempenho reforça o papel estratégico do estado no turismo brasileiro, especialmente no Nordeste, e acompanha o crescimento recorde do fluxo internacional no país.
No ranking das unidades federativas, a Bahia aparece atrás de São Paulo (855.191 chegadas), Rio de Janeiro (843.615) e Santa Catarina (mais de 328 mil), à frente de Pernambuco (52.031). O resultado destaca a força do estado como hub turístico e porta de entrada internacional, impulsionado pela conectividade aérea e pela diversidade de atrativos.
O avanço da Bahia ocorre em um cenário de forte expansão do turismo internacional no Brasil. No primeiro trimestre de 2026, o país registrou 2,33 milhões de turistas estrangeiros chegando por via aérea, alta de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Embratur com base na Polícia Federal e no Ministério do Turismo. Considerando todos os modais, aéreo, terrestre, marítimo e fluvial, o total chegou a 3,74 milhões de visitantes, o melhor resultado da série histórica para o período.
O levantamento considera apenas residentes no exterior, incluindo estrangeiros e brasileiros que vivem fora do país, o que permite medir com mais precisão o fluxo internacional sem incluir brasileiros retornando de viagens.
Ao longo do trimestre, o transporte aéreo manteve crescimento contínuo, reforçando seu papel como principal porta de entrada. Em janeiro, foram 742.848 chegadas (+22,15%); em fevereiro, 835.464 (+15,44%); e, em março, 750.934 (+21,36%). Mesmo quando o total geral de entradas por todos os modais apresentou leve retração em alguns meses, a aviação seguiu em alta.
Entre os principais emissores de turistas para o Brasil, a Argentina lidera com 780.578 visitantes, seguida por Chile (316.252) e Estados Unidos (213.401). Países europeus também se destacam, como Portugal (113.765) e Alemanha (74.409), evidenciando a diversidade de origens.