O Brasil tem hoje menos homens do que mulheres, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, são 95 homens para cada 100 mulheres no país.
A diferença se acentua conforme a idade. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, na faixa acima dos 60 anos, o número de homens é significativamente menor, chegando a 70 para cada 100 mulheres no Rio e 76 em São Paulo.
Os dados mais recentes do Censo também indicam essa tendência. Em 2022, o país tinha cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens. Especialistas apontam que fatores como violência urbana, acidentes e menor cuidado com a saúde contribuem para a maior mortalidade masculina, especialmente entre jovens adultos.
Apesar de nascerem mais homens do que mulheres — uma tendência biológica global — essa relação se inverte ao longo da vida. A partir dos 24 anos, a população feminina passa a ser maioria, reflexo do maior número de mortes entre homens.
A expectativa de vida também influencia o cenário. Mulheres vivem mais, em média, o que amplia a diferença nas faixas etárias mais altas. Com o envelhecimento da população brasileira, essa desigualdade tende a se tornar ainda mais evidente.
A tendência se repete na maior parte do país, com exceção de estados como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina, onde há leve predominância masculina, influenciada, em parte, por atividades econômicas específicas.