Na Bahia, a zona turística Caminhos dos Sudoeste ganhou um novo atrativo: a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista. O roteiro de 54 quilômetros inclui 22 fazendas dos municípios de Barra do Choça e Vitória da Conquista, oferecendo ao visitante a experiência imersiva na história e cultura cafeeira, do plantio às opções na gastronomia.
A iniciativa, que é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado e a Prefeitura de Barra do Choça, foi lançada na terça-feira (13), com visitação a algumas propriedades, feita por uma comitiva que reuniu autoridades, produtores e representantes do trade turístico. A parceria incluiu a abertura de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista na cidade.
A comitiva esteve nas fazendas Estância da Barra, Ouro Verde e Vidigal e na sede da Cooperativa Mista dos Cafeicultores, onde conferiu o processo da produção de cafés de qualidade.
“O Governo do Estado implantou a moderna sinalização do novo roteiro, para garantir o acesso dos visitantes, e também qualificou serviços do setor, por meio do programa QualiTurismo Bahia, que oferece cursos de capacitação em diversas áreas. A vivência com a cultura cafeeira é mais um avanço na diversificação da oferta turística no estado, estruturando novos produtos e experiências, para a geração de mais emprego e renda”, explicou o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar.
Haroldo Simões, gerente de Produtos da CVC Corp, a maior operadora de viagens da América Latina, integrou o grupo e destacou o potencial do novo roteiro.
“A Bahia é um destino muito rico, que vai muito além do sol e mar. A Rota dos Cafés é um produto que oferece uma experiência diferenciada, com potencial para atrair um público de maior valor agregado, que busca vivências mais exclusivas, em grupos menores ou viagens personalizadas”, afirmou.
Um dos destaques é a Fazenda Vidigal, que já recebe anualmente visitantes do Brasil e do exterior. Ela abriga uma galeria de arte a céu aberto, com obras inspiradas na cultura cafeeira, ampliando a dimensão da visita.
“A rota amplia a promoção do território e valoriza não só o café, mas também outras expressões culturais. Trabalhamos desde o turismo pedagógico, com escolas, até experiências voltadas a apreciadores de cafés especiais, apresentando todo o processo, do genoma à xícara, além da história da região, que se desenvolveu a partir da cafeicultura”, pontuou a artista plástica Valéria Vidigal.
Para o produtor Idimar Barreto, da Fazenda Ouro Verde, “a palavra que nos faltava era visibilidade, não apenas no mercado, mas, sobretudo, no turismo, para mostrar o que sempre fizemos, agora com integração à experiência turística”.