Ancelotti, pressão e favoritismo: como a imprensa estrangeira analisa o Brasil no Mundial

Ancelotti, pressão e favoritismo: como a imprensa estrangeira analisa o Brasil no Mundial

Redação Alô Alô Bahia

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Alexandre Cassiano/Agência O Globo

Publicado em 13/06/2026 às 09:53 / Leia em 3 minutos

No dia em que estreia contra Marrocos na Copa do Mundo de 2026, o Brasil segue sendo tratado pela imprensa internacional como uma das principais potências do futebol mundial. Ao mesmo tempo, jornais europeus destacam a pressão sobre a equipe comandada por Carlo Ancelotti para encerrar um jejum de títulos que já dura 24 anos.

Na Espanha, o Diario AS apostou na tradição brasileira em estreias de Mundial. O jornal lembrou que a Seleção perdeu apenas duas vezes em 22 partidas inaugurais de Copa do Mundo e apontou o Brasil como favorito diante dos marroquinos, embora reconheça a força do adversário, semifinalista da edição anterior. A publicação também ressaltou a ausência de Neymar, que segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e deve ficar fora da primeira partida.

Já o Marca preferiu direcionar os holofotes para o lado marroquino. O jornal destacou o meia Brahim Díaz, companheiro de Vinícius Júnior no Real Madrid, como a principal esperança dos Leões do Atlas. Segundo a publicação, o jogador chega ao torneio em grande fase e terá a oportunidade de se afirmar ainda mais no cenário internacional diante da Seleção Brasileira.

Na Inglaterra, o The Guardian concentrou sua análise em Carlo Ancelotti. Em reportagem publicada de Nova York, o veículo classificou o trabalho do treinador italiano como um dos maiores desafios do futebol atual: conduzir o Brasil de volta ao topo do mundo. O jornal traçou paralelos com a campanha do tetracampeonato de 1994, conquistado nos Estados Unidos, e destacou a pressão que acompanha a Seleção. A reportagem também repercutiu uma declaração do goleiro Alisson, que afirmou que comandar o Brasil pode significar enfrentar “mais pressão do que a de presidente do país”.

Para os ingleses, um dos principais trunfos da equipe está no equilíbrio entre a defesa experiente, liderada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, e o ataque formado por nomes como Vinícius Júnior e Raphinha.

Na França, o L’Équipe adotou um tom mais cauteloso. O tradicional diário esportivo observou que, desta vez, o Brasil inicia a competição sem aparecer entre os principais favoritos ao título, algo incomum para a seleção mais vencedora da história das Copas. Ainda assim, o jornal avaliou que a chegada de Ancelotti e a expectativa pelo retorno de Neymar ajudaram a renovar a confiança dos torcedores. A publicação também destacou o discurso otimista dos jogadores, que mantêm a convicção de que o hexacampeonato é possível, apesar das dúvidas levantadas por parte dos analistas internacionais.

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