Cano e Ganso têm contratos com o Fluminense até dezembro de 2026, e o clube já trabalha internamente com a possibilidade de encerrar os ciclos dos dois ídolos ao fim da temporada, preparando uma despedida à altura da história construída pela dupla nas Laranjeiras.
A situação dos dois não é tratada da mesma forma. No caso de Paulo Henrique Ganso, a diretoria entende que uma renovação não está nos planos neste momento, embora o cenário ainda possa mudar conforme o desempenho do meia e as necessidades do elenco para 2027. O camisa 10, por sua vez, não cogita encerrar a carreira e ainda desperta interesse no mercado.
Com Germán Cano, o peso maior está na condição física. O atacante, decisivo em títulos recentes do Fluminense, conviveu com lesões e perdeu sequência, fator que torna improvável uma nova extensão de vínculo. Ainda assim, o clube sabe que qualquer saída exigirá cuidado pelo tamanho que o argentino alcançou entre os tricolores.
A dupla simboliza uma das fases mais marcantes do Fluminense nos últimos anos. Ganso foi o organizador técnico do meio-campo, enquanto Cano se consolidou como artilheiro e personagem central em conquistas históricas. Por isso, a tendência é que o clube trate o possível adeus não apenas como uma decisão de elenco, mas como o fechamento de um ciclo afetivo com a torcida.