Pré-candidato ao Senado, Cacá Leão fala sobre os desafios da Bahia, planos caso seja eleito e projetos futuros

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O deputado federal Cacá Leão (PP) assumiu recentemente o lugar do pai, o vice-governador João Leão (PP), na chapa de ACM Neto como pré-candidato ao Senado. Aos 42 anos de idade, é um dos mais influentes parlamentares do Congresso e já foi também deputado estadual. Nesta entrevista, ele fala sobre a disputa pelo Senado e diz estar "muito entusiasmado de agora poder fazer política pela Bahia ao lado de ACM Neto". Ainda revelou o sonho de, quem sabe um dia, ser governador e presidente da República.
 
O senhor assumiu o lugar de seu pai, o vice-governador João Leão, como pré-candidato ao Senado. Como tem sido esse início de caminhada?

Cacá Leão:
A receptividade tem sido muito boa nas nossas andanças pela Bahia. Tenho recebido diversos apoios, tenho sido abraçado pelos amigos do nosso partido e de outros partidos também. Estou muito animado.
 
Pelo que vemos nas redes sociais, o senhor já passou no teste do piseiro, né?

Cacá Leão: A campanha tem sido bastante movimentada. Acho que virou uma marca registrada da nossa caminhada esse ‘piseiro’. A alegria, a música, a felicidade, enfim. João Leão saiu do páreo por conta de um piseiro que ele não conseguiu dançar tudo, né? Então, a gente chega com essa missão, também, de dançar o piseiro.
 
O senhor acredita que, por também ser jovem, assim como ACM Neto, a mensagem de renovação fica ainda mais forte?

Cacá Leão: Estou nessa missão substituindo João Leão pelo destino. Não estava nos meus planos agora ser pré-candidato ao Senado, mas acabou acontecendo e, como falei, estou muito animado na caminhada. Com certeza, acho que nossa faixa etária acaba facilitando para levar essa mensagem, levar para a população essa condição de juventude, de expectativa, de muita vontade ainda de realizar. Tanto Neto como eu. Ele não quer ser só governador da Bahia, eu também não quero parar no Senado Federal; Então, com certeza, acho que agrega, e muito, na caminhada.
 
O senhor, mesmo ainda muito jovem, conquistou protagonismo no Congresso, sendo eleito destaque parlamentar, além de já ter relatado o Orçamento da União. Acredita que este histórico facilitou sua escolha como pré-candidato ao Senado?
 
Cacá Leão: Desde que cheguei a Brasília, procurei me dedicar ao máximo. Na verdade, tudo o que eu pego para fazer na minha vida procuro fazer da melhor forma possível. Não foi diferente na minha atuação parlamentar. Fui deputado estadual por quatro anos, onde construí muitos amigos, onde construí um relacionamento muito bom dentro da Alba. Depois, fui deputado federal, agora fui reeleito. Sou ainda o único parlamentar de primeiro mandato que chegou à relatoria do orçamento, que é a relatoria mais importante do Congresso Nacional. Depois fui líder da minha bancada. Durante esses anos todos participei da lista dos parlamentares mais influentes do Brasil e no último ano fui escolhido o parlamentar mais bem avaliado de todo o estado da Bahia. Então, tudo o que eu procuro fazer, faço bem feito. E assim tem sido a minha atuação desde que cheguei à Câmara dos Deputados. Essa mesma caminhada quero levar para o Senado Federal caso consiga ser eleito senador da República.
 
O seu partido, o PP, acabou deixando a base do governo e se juntando ao grupo de ACM Neto recentemente. O que o senhor acha que o PP agregou a Neto?
 
Cacá Leão: Nosso partido é um partido com uma capilaridade política muito grande na Bahia. Nós temos mais de 100 prefeitos no estado e diversos vereadores, além de grandes bancadas na Alba e na Câmara dos Deputados. Então, a gente agrega essa capilaridade, além da experiência do vice-governador João Leão, que conhece essa Bahia como poucas pessoas na política atualmente.
 
As campanhas proporcionais e majoritárias têm características muito diferentes. Como o senhor vê esse desafio pela frente de concorrer ao Senado?
 
Cacá Leão: Eu troquei uma reeleição onde todo mundo dizia que eu seria um dos deputados federais mais votados da Bahia justamente por acreditar no projeto do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Por acreditar que a Bahia pode mais. É com esse sentimento que tenho caminhado pelos quatro cantos do nosso estado. Me apresentando, muitas vezes. Quando a gente é deputado, faz campanha voltada para uma parte do estado. A campanha para senador é mais ampla. Então, tenho procurado me apresentar em diversas regiões da Bahia em que eu não era votado como deputado. Terei a oportunidade agora, como pré-candidato a senador, de mostrar a nossa atuação parlamentar, que é uma atuação de resultado, com benefícios reais para a Bahia, mudando a vida do nosso povo.



Quais são os maiores problemas que o senhor observa hoje na Bahia?

Cacá Leão: Hoje, o estado é campeão dos índices de violência no Brasil. É inadmissível que a gente tenha a segurança pública desta forma que está colocada no nosso estado. Como também é o último lugar nos números do IDEB, nos números da educação pública no Brasil. A gente não pode permitir que os baianos continuem sofrendo com a insegurança e com a falta de educação de qualidade. Todos os dias recebo telefonema de pessoas que estão há dias ou meses, tem gente que está há anos na fila de regulação buscando atendimento médico. Isso é inadmissível. Como também na última semana, a Bahia recebeu mais um título ingrato, que foi a de campeã do desemprego do Brasil. Então a gente chega com vontade de mudar esses índices, de melhorar a vida do nosso povo. Essa é a nossa maior missão, nosso maior desafio.
 
Os adversários de ACM Neto têm buscado uma nacionalização da eleição. Como o senhor vê essa questão?
 
Cacá Leão: Os adversários tentam escalar nas suas muletas nacionais. O nosso pré-candidato ACM Neto tem procurado se abraçar com o povo da Bahia. É isso que ele tem dito e é isso que ele tem feito nas nossas caminhadas pelo interior. Até porque, a partir de 1º de janeiro, quem vai sentar na cadeira de governador e quem vai ter que resolver os problemas do nosso estado não é o presidente A ou o presidente B. É por isso que ele tem se agarrado no povo da Bahia, que é quem tem sofrido com os problemas no nosso estado.
 
Uma pauta que ACM Neto tem falado muito é sobre o desenvolvimento regional, aproveitando as potencialidades das regiões da Bahia, e sobre a industrialização no interior. Qual sua opinião sobre essa pauta?
 
Cacá Leão: Acho que a industrialização é o segredo. Levar essa industrialização para o interior da Bahia. Tem muitos municípios em que o principal empregador, às vezes até o único, é a própria prefeitura. Precisamos elevar essa condição de gerar emprego, gerar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para o interior da Bahia essa é uma pauta muito importante. ACM Neto tem abraçado essa pauta, tem dito isso nos seus discursos e tem ouvido muito esse pleito no interior. E, se eu chegar ao Senado Federal, com ele no Governo da Bahia, com certeza vamos fazer uma parceria muito grande para resolver de fato esse problema. Industrializar o interior da Bahia, gerar emprego para os baianos que moram no interior para que não precisem sair das suas cidades em busca disso.
 
Hoje o senhor caminha com ACM Neto, mas mesmo quando o PP estava no grupo governista todos sabemos que havia uma boa relação entre o senhor e Neto...
 
Cacá Leão: A gente nunca escondeu de ninguém a nossa amizade, apesar de estarmos em grupos políticos opostos no nosso estado. Mas, para mim, tem sido muito gratificante. Eu nunca escondi de ninguém a admiração que tenho pela pessoa e também pelo político ACM Neto. Sem sombra de dúvidas, um dos políticos mais brilhantes da minha geração. Tenho certeza absoluta que ele tem capacidade muito grande de resolver os problemas do nosso estado. Acabou acontecendo, ninguém esperava ou queria o rompimento, mas ele acabou vindo. E o que posso dizer é que estou muito feliz nessa caminhada, muito animado, muito entusiasmado de agora poder fazer política pela Bahia ao lado de ACM Neto.
 
Quais pautas o senhor pretende abraçar na disputa pelo Senado?
 
Cacá Leão: Primeiro, quero ser a voz da Bahia no Senado Federal. Trabalhar para melhorar a vida do nosso povo. Eu lembro muito bem, com bastante saudosismo, da atuação do ex-senador Antônio Carlos Magalhães no Senado. Quando era preciso, ele parava o Congresso para defender os interesses da Bahia. Os baianos têm sentido falta desse dinamismo. É com essa mesma vontade que quero chegar ao Senado Federal, buscar recursos para melhorar a vida do nosso povo, fazer obras estruturantes e ajudar o governador da Bahia a resolver os problemas.
 
O senhor falou sobre desejos pra sua vida política, que não iria querer parar no Senado. Quais são seus sonhos para o futuro?
 

Cacá Leão: Eu acho que um dia, quem sabe, quero ser governador da Bahia, ser até presidente da República. Mas meu foco nesse momento é ajudar os baianos e as baianas no Senado Federal.





 

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