Em papo aberto, Thelma Assis fala sobre adoção, preconceito, BBB e beleza

redacao@aloalobahia.com

Durante entrevista para o podcast Sala de Espera, disponível no Youtube, a médica e dançarina Thelma Assis abordou assuntos como adoção, participação no ‘Big Brother Brasil, preconceitos na sociedade hoje em dia e beleza. Confira como foi o bate-papo da campeã do BBB 20 com o dermatologista Daniel Dziabas e o personal stylist Yan Acioli:


Adoção

Mulher forte, guerreira e cheia de histórias de vida, Thelminha nasceu no bairro do Limão, em São Paulo, onde foi adotada por seus pais com apenas 3 dias de vida. A médica, que descobriu que havia sido adotada com 15 anos de idade através de um telefonema anônimo, conta como foi essa descoberta para ela: “A certeza veio desta forma bem dolorosa, mas ao mesmo tempo que foi dolorosa, foi bem resolvida rapidamente. Eu fiquei uns dois dias totalmente fora do ar, depois eu parei para pensar que eu não seria quem eu era, se eu não tivesse tido o amor daquela família. E foi em um momento supersensível, - a gente tinha perdido a minha avó materna -, então acho que foi uma pessoa que não gostava da minha família. E aí eu falei: ‘Eu não vou piorar a situação, eu vou abraçar esses pais que me amaram’, e a gente seguiu. Eu virei essa página, eu não fui atrás da outra família, eu entendo que a minha família é a que me deu amor e que me criou.”, disse.


Big Brother Brasil

Uma das participantes e vencedora da edição de 2020 do reality show ‘Big Brother Brasil’, a apresentadora considera sua participação no programa como um desfecho para a fase de vida que estava passando: “Ali no BBB acho que foi um grande resumo de muitas coisas que eu já tinha passado na vida. Essa questão da rejeição, das pessoas muitas vezes duvidarem de você. Na minha edição, eu fui a última a ganhar seguidor, a última a ser verificada pelo insta. Acho que o BBB foi o desfecho para essa fase da minha vida, que eu estava vindo de muita luta, muita dor acumulada. Então eu já tinha tido uma grande realização pessoal, que tinha sido entrar para medicina e me formar como médica, foi uma luta. E aí depois veio o BBB para arrematar tudo isso.”, comentou.

Preconceito

Thelminha faz parte da primeira geração de pessoas da sua família que chegaram até a universidade. Ela, que se formou em medicina pela PUC de Campinas em meio às dificuldades de ser uma mulher preta e de origem humilde, conta como vê o preconceito no Brasil hoje: “Aqui no Brasil parece que quando a gente ocupa um lugar de destaque, as pessoas querem bater de frente querendo te tirar dali. A mulher preta eles colocam em algumas caixinhas, ou é a preta raivosa ou é a preta que é um objeto sexual. Eu transito por todas essas caixinhas, porque uma hora eu vou e mostro meu corpo no Carnaval, mas eu estou ali como uma mulher sambista que admira aquilo e que posso me vestir do jeito que eu quiser. O fato de eu ser sensual não diminui minha credibilidade de ir como médica diplomada que eu tenho, sentar no Bem-Estar e falar com propriedade o que eu estou falando.”, ressaltou.


Beleza

Ainda durante o bate-papo, a influenciadora comentou como é sua relação com a beleza e o processo de transição capilar: “Eu comecei minha transição capilar em 2015 e eu lembro de ter muita dificuldade de encontrar uma variedade de produtos para cabelos crespos e cacheados. A transição capilar ela não é só estética, ela é um momento em que a mulher não só se reconhece como negra, mas que a mulher se fortalece, se empodera como negra. A transição para mim foi isso.”, disse.

 
 

NOTAS RECENTES